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Greenpeace alerta que 85% do lixo do mar vem da pesca

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O material de pesca, incluindo redes, linhas e armadilhas, constitui mais de 85% do lixo de plástico encontrado no fundo do mar, estima a organização ambientalista Greenpeace num relatório divulgado esta quarta-feira.

A Greenpeace estimou que o material de pesca constitui mais de 85% do lixo de plástico encontrado no fundo do mar. ONGs pressionam a ONU para que seja adotado um “sistema de governação” dos oceanos.

Louisa Casson, uma ativista dos oceanos do Greenpeace do Reino Unido, disse ao The Guardian que “o equipamento de pesca fantasma é uma das maiores fontes de poluição oceânica com plásticos e afeta a vida marinha no Reino Unido e no mundo”.

A ativista sublinha ainda que “os governos devem tomar medidas para proteger os oceanos e responsabilizar o setor pesqueiro, atualmente sub-regulamentado, por seus resíduos perigosos.”

Num outro relatório, mas publicado há 10 anos, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) calculavam em apenas 10% a quantidade de plástico proveniente da atividade pesqueira que poluía os oceanos.

Perdido ou deitado fora pelos armadores, o material de pesca não biodegradável continua por muitos anos a capturar peixes e crustáceos, matando igualmente outros animais, como golfinhos, focas e tartarugas.

Em 2018, mais de 300 tartarugas de uma espécie em risco foram encontradas mortas ao largo do México depois de terem ficado presas numa rede de pesca aparentemente esquecida.

Assim, aorganização não-governamental Animal Protection (Proteção Animal) estima que as redes de pesca abandonadas matem por ano 100 mil baleias, golfinhos, focas, leões-marinhos e tartarugas.

Consulte na IN a lista das empresas que mais poluem com plástico.

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Diana Barros

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