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Uma cozinha diferenciada com rótulo de qualidade

laranjinha

Outrora famoso apenas pelas carnes na grelha, o Laranjinha Bistro, no Caniço, tem, há cerca de um ano, uma nova cara. Com um conceito de bistrô, grill e bar assume-se como cuidadoso bastião da melhor tradição gastronómica, nacional e também internacional, e com vinhos a condizer.

Conhecido como Laranjinha, o restaurante é já uma referência na ilha da Madeira. Para isso muito ajudou a nova remodelação feita pelos atuais gerentes, Celso e Cristina Nóbrega. Há 20 anos que o Laranjinha ali está, mas em 2019 ganhou uma nova imagem. O conceito foi desenvolvido após uma espécie de volta ao mundo, até porque Celso e Cristina viveram na Venezuela, um país “multicultural com restaurantes de todo o lado do mundo”, referem. O novo Laranjinha segue as pisadas de bistrô, mas também de grill, confecionando pratos de aspeto sempre fresco e colorido à vista de toda a gente, em cozinhas abertas.

O nome advém do avô, conhecido na região como Laranjinha, “foi nele que tudo começou”, vincam os gerentes. Antes de reformularem o Laranjinha começaram por estudar o mercado para perceber o que podiam fazer de diferente. Após a reabertura de portas não tem parado de surpreender. O espaço tem uma decoração peculiar, cosmopolita, mas simples, clara e requintada. Ao restaurante acresce um espaço de bar, uma extensão com o mesmo alinhamento – “é um restaurante para qualquer altura do dia”, sublinham. A diferenciação é clara, e não apenas pelo espaço, mas também pelo serviço atento e simpático e pelo menu – “delicadamente balançado entre uma cozinha internacional e nacional”.

Na carta procurou-se não elaborar demasiado, os sabores de todos os ingredientes são ajustados no ponto certo para tornar um prato numa experiência que cumpra todos os requisitos que o prazer de bem comer pede. Nas entradas destacam-se a alheira (enrolada em masse filo e com uma redução de pêra bêbada e um pouco de vinho da Madeira) e o camarão. A ementa prossegue com as carnes, com o bife t-bone fresco, o tomahawk, ou costeletão maturado a 45 dias. Nos peixes evidencia-se o polvo assado a baixa temperatura, finalizado na brasa, e o risoto de lulas, mas há mais a conhecer como a tempura de espada ou outros peixes típicos da região.

Outro dos pratos mais procurados no bar do Laranjinha é o hambúrguer, produzido com 50 por cento de carne fresca e os restantes 50 por cento com carne maturada. “É, simplesmente, delicioso”, referem.

Na confeção respeita-se a essência do sabor do produto, mas claro que há toques. Serve de exemplo a grelha, utilizada para dar detalhe ao paladar da comida. Para adoçar a boca, seja no final de uma refeição ou apenas porque apetece parar ali para enterrar os sentidos numa sobremesa gulosa, merece menção especial o fondue de chocolate, a panacota e o creme brûlée, uma seleção para valer uma visita por si só.

Manda a comida que se complemente com uma sessão de copos entre amigos, um cocktail a dois ou uma paragem de reabastecimento a meio da tarde. Esse serviço é prestado pelo bar do restaurante aberto para desfrutar da Madeira, com um cocktail ou com alguns petiscos, a qualquer altura do dia.