Arquitetura e Design Empreendedorismo

Vidro, ontem, hoje e amanhã

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O vidro é parte integrante da nossa vivência, conforto, construção e arquitetura atual. Mas nem sempre foi assim.

Segundo a lenda, o vidro foi descoberto acidentalmente por comerciantes fenícios. Ancorados numa praia da costa da Síria, improvisaram uma fogueira utilizando blocos de nitrato de sódio e, algum tempo depois, notaram que a fusão pelo fogo da areia e o nitrato de sódio originou um líquido transparente: o vidro.

No ano de 3500 A.C., no Egipto e na Mesopotâmia, o vidro começou a ser usado como matéria-prima para produzir potes e vasos de vidro não transparentes. O método dos egípcios era engenhoso: nitrato mais areia em forno de barro com fogo em cima. O nitrato derretido com a areia era colocado num recipiente, que era seguro com varas para não queimar as mãos. Os exemplos mais antigos da arte egípcia do vidro foram três vasos descobertos com referências ao Faraó Thoutmosis III. O primeiro manual de fabrico do vidro com instruções pormenorizadas desta arte data desta época.

Nos 500 anos seguintes, a produção de vidro centrou-se em Alexandria, de onde se pensa que viajou até Itália. Os mercadores e marinheiros fizeram o resto e espalharam este novo conhecimento pelas costas do Mediterrâneo.

Entretanto, na Síria, deu-se um acontecimento extraordinário com a descoberta de uma nova técnica de produção do vidro: o sopro. A descoberta foi atribuída a um artesão sírio da área da Síria-Babilónia. Não demorou muito para os romanos começarem também a soprar vidro dentro de moldes, aumentando significativamente a variedade de formas.
Com as suas vastas conquistas, o império romano criou as condições para o crescimento da produção de vidro. Objetos de vidro começaram a aparecer em Itália, França, Alemanha, Suíça e até na China, enviados através das rotas de seda.

Os romanos também começaram a usar o vidro com objetivos arquitetónicos, com a descoberta do vidro branco (através da introdução de óxido de magnésio) em Alexandria. O vidro, apesar das suas ainda fracas qualidades óticas, começou a aparecer nos mais importantes edifícios de Roma e nas casas mais luxuosas de Hércules e Pompeia.

Por volta do ano 1000 D.C., a escassez de matérias-primas conduziu a uma mudança significativa nas técnicas de produção do vidro na Europa. Os vidreiros do norte dos Alpes começaram então a procurar alternativas, usando o potássio como alternativa ao carbonato de sódio. No século XI descobre-se um novo processo que foi revolucionário para a produção de vidros planos.

O desenvolvimento do cristal de chumbo foi atribuído ao inglês George Ravencroft, que patenteou este novo tipo de vidro em 1674: um vidro brilhante com um elevado nível refletor que é plano e transparente. Foi também nesse século (no ano de 1665) que se criou a primeira fábrica da Saint-Gobain, com o nome de Manufacture Royale des Glaces de Miroirs, como parte de um plano preconizado pelo rei Luís XIV e Colbert com o objetivo de fabricar os espelhos para o Palácio de Versalhes e, simultaneamente, restaurar a economia francesa. Confiada a empresários privados, a empresa quebrou com a tradição, organizando a produção de vidro numa base industrial.

O Vidro na Construção
Rapidamente, arquitetos e engenheiros começaram a utilizar o vidro como matéria-prima fundamental, não só pelo aspeto visual, mas também pela sua elevadíssima resistência química. E o vidro ‘inundou’ as nossas casas.
A tecnologia do vidro permitiu dominar e melhorar a eficácia individual e combinada de três fatores fundamentais: controlo térmico solar, que permite significativas poupanças energéticas e conforto no interior das casas; controlo da luz, permitindo iluminar as casas com a luz do sol sem excessivo calor; a acústica e a segurança, que permite isolar o interior da casa dos ruídos exteriores.

Nos últimos anos verificou-se uma evolução tecnológica significativa no vidro destinado à construção . A aplicação nas fachadas de vidro de controle solar como elemento estrutural, nos sistemas de montagem de vidro colado (VEC) ou vidro agrafado SGG POINT (SGG SPIDER GLASS), obriga a utilização de vidro temperado de segurança, SGG SECURIT . Em fachadas tradicionais com grande exposição solar aplica-se vidro de controlo solar temperado de segurança também para evitar a quebra dos vidros por choque térmico.

A Saint-Gobain já incorpora a nanotecnologia no fabrico dos seus vidros de controle solar desde a década de 90. Presente em Portugal desde 1962, a empresa comercializa os seus produtos e soluções de grande qualidade, como é o caso da marca de vidro SGG CLIMALIT. Trata-se de uma marca de vidro duplo que está licenciada a um conjunto de empresas designado de Rede SGG CLIMALIT. O seu upgrade, a marca SGG CLIMALIT PLUS, só tem vantagens: isolamento térmico, acústico, controlo solar, segurança, autolimpeza e baixa manutenção.

Em Portugal, são 12 as empresas pertencentes à rede. Uma delas, a Covipor Glassolutions, filial do grupo francês Saint-Gobain, transforma e distribui o vidro plano ao mercado da construção civil e da decoração e faz a montagem em obra. Com dois centros produtivos – um em Santo Tirso e outro na Maia – consegue dar resposta ao mercado não residencial das grandes fachadas e ao mercado residencial, com distribuição regional e local. São, por isso, várias as obras contemporâneas no seu portfólio. É o caso do Museu da Presidência da República, da Fundação Champalimaud, do Teatro Camões, do Centro Cultural de Belém, da sede da Polícia Judiciária, da nova sede da EDP, do edifício NOS, do Epic Sana Lisboa Hotel e do Hotel Sheraton Porto. Em comum, uma solução de vidro SGG CLIMALIT PLUS. Independentemente do arquiteto.