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Os melhores XI’s de futebol dos últimos 20 anos

Se retrocedermos 20 anos no tempo e olharmos para o futebol no final do milénio, notamos que muito do que é hoje este espetáculo de massas, já o era no ano 2000. Estádios coloridos sobrecarregados de outdoors publicitários, estrelas de futebol multimilionárias, com uma fama quase equiparável a uma estrela de Hollywood, jogos transmitidos na televisão, emitidos em centenas de países, academias de desenvolvimento de jogadores e prospeção à escala global, agentes desportivos, todos estes elementos eram já parte fundamental do que era o desporto rei.

Passados 20 anos e numa altura em que o mundo do futebol profissional parou devido ao surto do coronavírus, é uma boa altura para refletir sobre quem foram os principais protagonistas deste desporto nas últimas duas décadas. Quer em Portugal, quer a nível internacional. E se o futebol é um desporto de equipa, melhor do que analisar os jogadores do ponto de vista individual, nada melhor do que pensar em quais foram as equipas ou os XI´s que mais se destacaram entre 2000 e 2020. A IN Corportate Magazine apresenta a sua seleção, sinta-se livre de discordar…

Futebol Nacional

Sporting 2001/2002

ONZE: Nélson; César Prates; André Marques; Beto; Rui Jorge; Paulo Bento; Pedro Barbosa; Hugo Viana; João Pinto; Quaresma; Jardel.
Treinador: Boloni

Os últimos 20 anos não foram propriamente anos de conquistas para os leões de Alvalade. Dois campeonatos ganhos entre 2000 e 2020 não são propriamente dados entusiasmantes tendo, em conta que se trata de um dos três clubes mais poderosos de Portugal. Em 1999/2000 o Sporting era campeão pela primeira vez em 18 anos e destronava o pentacampeão FC Porto, dois feitos só por si relevantes, no entanto a qualidade da equipa não era equiparada às cinco escolhas desta lista. Já o Sporting de Boloni, campeão em 2002, apresentou um dos XI´s mais bem conseguidos do futebol português.

O plantel verde e branco juntava a experiência à juventude oriunda das camadas jovens, com figuras do clube como , Pedro Barbosa, Beto, Rui Jorge e André Cruz no auge das suas carreiras. A juntar a estes campeões de 2000 estavam ainda os dois principais nomes de Benfica e FC Porto do final da década de 90, João Vieira Pinto e Mário Jardel. Tirando o Boavista nenhum clube em Portugal estava perto de reunir jogadores desta qualidade e o Sporting acabaria por ser campeão com 75 pontos. Jardel venceria a Bota de Ouro com 42 golos para o campeonato e seria o ano de estreia de Ricardo Quaresma, um futuro campeão europeu pela seleção nacional, figura no Sporting e sobretudo no FC Porto.

FC Porto 2003/2004

ONZE: Vítor Baía; Paulo Ferreira; Jorge Costa; Ricardo Carvalho; Nuno Valente; Costinha; Maniche; Deco; Alenichev; McCarthy; Derlei.
Treinador: Mourinho

A equipa do FC Porto que em dois anos conquistou a Liga dos Campeões, dois campeonatos nacionais e a Taça UEFA, é um nome mais do que obrigatório para estar nesta lista, não só porque foi a única a conquistar ouro europeu, como ainda massacrou os adversários em campo, durante duas temporadas consecutivas.

Quando no final da época 2001/2002 José Mourinho assinou pelo FC Porto, garantiu que naquela temporada os azuis e brancos não seriam campeões mas que em 2003 seriam de certeza. Uma certeza que se confirmou com um futebol ofensivo, que contraria em quase tudo a filosofia que Mourinho adotou nas suas equipas pelo menos últimos dez anos e com jogadores que em 2002 não era muito conhecidos. Em 2004 eram por sua vez os mais valorizados no mercado de contratações.

Vítor Baía era um guarda redes de classe mundial que precisava de voltar a dar provas, depois de uma lesão no joelho ter prometido terminar-lhe a carreira, Deco estava a passar ao lado do que poderia ser uma grande carreira, Ricardo Carvalho era um jovem as ascensão ao lado de Jorge Costa, um central competente mas que não primava pela técnica. Costinha era já internacional português mas ainda estava longe de ser um nome forte, Maniche vinha do Benfica, onde tinha saído pela porta pequena e os jogadores internacionais eram relativamente desconhecidos.

A vitória por 3-2 frente frente ao Celtic em 2003 catapultava os azuis e brancos para outra dimensão mediática e manter a base da equipa na época seguinte parecia uma missão impossível. Um balneário unido, uma direção forte e um treinador que acreditava que o céu era o limite no Dragão, levou a que na época seguinte o FC Porto fosse ainda mais forte, sendo que apenas Pedro Mendes e Carlos Alberto eram novidades no onze que o clube da Invicta apresentou na Alemanha, quando bateu o Mónaco por 0-3 e se tornou no único clube campeão europeu português na década de 2000. Um feito que nunca mais se repetiu no nosso país.

Benfica 2009/2010

ONZE: Quim; Maxi; Luisão; David Luíz; Fábio Coentrão; Javi Garcia; Ramires; Aimar; Di Maria; Saviola; Cardozo.
Treinador: Jorge Jesus

Jorge Jesus é provavelmente o treinador mais carismático da história do nosso país e os feitos que alcançou ao serviço do Flamengo tornaram evidentes as capacidades do “nosso mister”. Nas palavras do próprio Jorge Jesus o único XI que treinou que se pode comparar ao Flamengo 2019, é o Benfica de 2009/2008: “nós cilindrávamos“.

O Benfica vinha recuperado de uma grave crise financeira mas os resultados desportivos eram terríveis. O FC Porto é tetra campeão e tinha jogadores como Hulk e Falcão prontos para fazer a diferença na temporada da viragem da década. No entanto Jorge Jesus chega ao clube da Luz e garante que a “equipa vai jogar o dobro”. Di Maria e David Luiz cimentavam-se finalmente no onze do Benfica e das respetivas seleções, num ano em que o futebol português tornava-se demasiado pequeno para eles. A antiga dupla do River Plate e figuras da La Liga, Aimar e Saviola reinventaram-se em 2010, ao lado de jogadores estabelecidos como Luisão e Cardozo e de promessas como Coentrão e Javi Garcia, que se afirmavam no XI encarnado.

O Benfica de 2010 era um Benfica com um talento técnico como não se via desde os anos de João Pinto e Rui Costa e apesar de apenas terem sido campeões na última jornada, a conquista do título já se avizinhava desde cedo, tendo em conta que apenas o SC Braga conseguiu disputar o campeonato até ao fim com as águias.

FC Porto 2010/2011

Jogadores do FC Porto comemoram a conquista da Liga Europa entre os apoiantes que os receberam na Avenida dos Aliados, no Porto, 19 de maio de 2011. PAULO NOVAIS/LUSA

ONZE: Helton; Sapunaru; Rolando; Otamendi; A. Pereira; Fernando; James; Moutinho; Hulk; Varela; Falcão.
Treinador: André Vilas Boas

Como responder a um grande Benfica? Com um grande FC Porto. No final da época de 2010/2011 o Benfica perderia Di Maria, Quim, Ramires e em janeiro David Luiz. O FC Porto mantinha os principais elementos da equipa e ainda contratava o capitão e melhor jogador do Sporting, João Moutinho. Helton, Rolando, Cristian Rodriguez e Falcão eram já figuras mais que estabelecidas no clube e Hulk, depois de um período de suspensão, iniciava uma fase de absoluto domínio que lhe garantia um lugar entre os melhores da história dos azuis e brancos. A juntar a este grupo apareceram os jovens Otamendi e James Rodriguez e o jovem treinador André Vilas Boas.

Vila Boas com 32 anos tinha uma metodologia de treino avançada para aquilo que se esperava de um treinador português em 2010 e conseguiu tirar o melhor proveito de todos os jogadores que tinha à sua disposição. Um exemplo disso foi Silvestre Varela, que em toda a carreira não conseguiu uma época que se aproximasse do brilhantismo de 2010/2011.

O FC Porto foi sem dificuldade a melhor equipa em Portugal, campeão invicto e dominou o segundo classificado, o Benfica, em todas as competições. Venceu a supertaça, goleou em casa para o campeonato os encarnados por 5-0, eliminou na Luz o campeão nacional em título para a Taça de Portugal e quando voltou a esse mesmo estádio, voltou a vencer e foi campeão nacional. Estávamos no dia 1 de abril. Os resultados do FC Porto contra o Benfica foram inacreditáveis e a turma de André Vilas Boas não se ficaria por ai. A 18 de maio de 2011 o FC Porto vencia por 1-0 o SC de Braga e conquistava pela segunda vez a Taça UEFA, que era agora denominada de Liga Europa. Até aos dias de hoje é dificílimo de garantir se o FC Porto de Mourinho seria forte o suficiente para bater este FC Porto de André Vilas Boas.

Benfica 2013/2014

ONZE: Oblak; Maxi; Luisão; Garay; Siqueira; Matic; Enzo; Markovic; Gaitan; Rodrigo; Lima.
Treinador: Jorge Jesus

Em 2013 o Benfica vinha de três temporadas difíceis de digerir sob o comando de Jorge Jesus. O Benfica tinha acabado de perder o terceiro campeonato seguido para o FC Porto na penúltima jornada, saiu de derrotado da Final da Liga Europa contra o Chelsea e perdeu para o Vitória FC a taça no Jamor. Era um ano de tudo ou nada para JJ e resposta foi dada da melhor forma possível. O Benfica de 2014 foi a equipa portuguesa mais dominadora dos últimos seis anos e deu início a um período de hegemonia vermelha e branca, com cinco conquistas em seis temporadas e o primeiro tetracampeonato da história do clube.

Do tetracampeonato, o primeiro ano foi de longe o mais dominador e onde o Benfica apresentou o melhor plantel desses quatro anos. Jan Oblak, Garay, Lindelof, Matic e Rodrigo Moreno, são provavelmente os nomes mais fortes deste Benfica, sem contar com Bernardo Silva, que fazendo parte do plantel, não fez nem 90 minutos na equipa principal. Estes três monstros do futebol fizeram parte de uma equipa onde estava também Siqueira, Luisão, Maxi, Amorim, Gaitán, Salvio e Lima, um Benfica sem fragilidades, que seria campeão a 20 de abril, por larga margem sobre os rivais.

Nesta temporada as águias voltariam a ser surpreendidas na Final da Liga Europa, perdendo nos penalties com o Sevilha, sendo o maior destaque a eliminatória das meias finais contra a toda poderosa Juventus de Pogba e Pirlo, que cairia no estádio da Luz, numa vitória de 2-1 a favor da equipa de Jorge Jesus.

Internacional

Real Madrid 2001/2002

ONZE: Casillas; Salgado; Hierro; Helguera; Roberto Carlos; Makélélé; Figo; Zidane; Guti; Solari; Raul .
Treinador: Del Bosque

O Real Madrid não fez por menos no inicio do milénio e no mítico plantel dos galácticos, juntou na mesma equipa, os três melhores jogadores do mundo e os três possíveis melhores de uma geração: Figo,a figura maior da liga espanhola e melhor jogador do mundo em 2001; Zidane, melhor jogador do campeonato italiano, melhor jogador do mundo em título em 2000 e campeão europeu e mundial pela França; Ronaldo, Bola de Ouro no Barcelona e no Inter, considerado por muitos um dos melhores de todos os tempos, se não mesmo o melhor.

Estes três nomes encaixaram num plantel que por si tinha já alguns dos melhores jogadores do mundo, como Casillas, Roberto Carlos, Guti, Makélélé e Raul. Seria difícil para Del Bosque não ser campeão europeu e a temporada de 2001/2002 vai ficar na história por ser a equipa campeã europeia que mais mega estrelas juntou num só XI. E isto ainda sem Ronaldo Nazário.

Na época seguinte, já com o “Fenómeno” no XI, o Real era campeão , algo que surpreendentemente não voltaria a acontecer em 2003/2004, quando David Beckham chegou a Madrid, para fazer parte de um XI absolutamente perfeito.

No campeonato, o Real Madrid nem sequer seria campeão em 2002, nem em 2004, esse seria o Valencia de Aimar, Albelda e Rufete. No entanto olhando um por um aos jogadores do Real, seria impossível não os incluir nesta lista, uma vez que se trata de um dos melhores XI´s de toda a história do desporto-rei. Desta feita, seleccionamos o onze base de 2002.

Milan 2002/2003

ONZE: Dida; Costacurta; Maldini; Nesta; Kaladze; Gattuso; Pirlo; Seedorf, Ruic Costa; Shevchenko; Inzaghi.
Treinador: Ancelotti

Reconhecido como o esquadrão imortal, iniciou as suas passadas históricas na época de 2002/2003, mas perdurou até à época de 2006/2007. Entre essa caminhada, o museu da equipa de Milão foi-se apetrechando de taças: (Liga dos Campeões (2002/2003 e 2006/2007); Supertaça Europeia (2003 e 2007), Campeonato italiano (2003/2004), Taça de Itália (2002/2003), Supertaça de Itália (2004).

A equipe de Milão, contava com um elenco de fazer inveja a qualquer colosso, Rui Costa, Seedorf, Gattuso, Pirlo, Maldini, Shevchenko. A defesa contava com uma das melhores duplas da história do futebol, enquanto o meio campo era comandado por dois autênticos maestros, um delesortuguês, Rui Costa, e o outro, o italiano Pirlo. A completar o meio campo estava Seedorf, um médio incansável. Shevenchenko e Inzaghi completavam o eixo da frente. No banco estavam ainda Roque Júnior, Serginho, Costacurta, Aubameyang, Tomasson e Rivaldo.

Na temporada seguinte o plantel era reforçado com Kaká e Cafú. Mas foi só na temporada seguinte que o Milan voltaria a brilhar. Nessa época (2004 /2005) a bola bateu na trave, perdendo a final da Liga dos Campeões nos penaltis para o Liverpool – uma das finais mais históricas da competição. Mas o Esquadrão Imortal do voltaria ao topo da Europa na temporada 2006/2007, já com Ronaldo (o fenómeno).

Arsenal 2003/2004

ONZE: Lehmann; Lauren; Touré; Campbell; Ashley Cole; Gilberto Silva; Patrick Vieira; Pirès; Ljungberg; Bergkamp; Henry;
Treinador: Arsène Wenger

Noventa pontos em 38 jogos, graças a 26 vitórias, 12 empates e… zero derrotas A época histórica para o Arsenal. Histórica e única na Premier League. O plantel do Arsenal desta época é também apelidado de os ‘Invencíveis‘.

Os Gunners foram uma das melhores equipas do início do século XXI. bicampeão inglês (2001/02 e 2003/04 – invicto), tricampeão da Copa da Inglaterra (2002, 2003 e 2005) e bicampeão da Super Taça da Inglaterra (2002 e 2004) .

A temporada de 2003/2004 começou com muita expectativa para o Arsenal. A equipa tinha contratado a jovem revelação do Barcelona, Cesc Fàbregas, e contava ainda com jovens promissores como Robin Van Persie e Reyes. Os Gunners estavam entre os favoritos a Premier League, só não se esperava que o título viesse de maneira tão espetacular.

O futebol apaixonante do Arsenal tinha como artista central o avançado francês Thierry Henry, que nesta época fez balançar as redes da baliza dos adversários por 39 vezes. Além disso a equipa dos Gunners assumia uma filosofia de jogo envolvente e dinâmica, com uma transição defesa-ataque letal.

Barcelona 2005/2006

ONZE: Valdés; Sylvinho; Rafa Márquez; Puyol; Belletti; Xavi; Iniesta; Deco; Messi; Ronaldinho; Eto´o.
Treinador: Frank Rijkaard

No inicio da década de 2000, não havia nenhuma equipa que dominasse o futebol, como aconteceu na geração de Messi e Cristiano. Em 2004 o Barcelona de Ronaldinho começava a ganhar dimensão e em 2006 seria o culminar da construção de uma equipa histórica, que fez dos catalães o clube mais dominador do século XXI. Um Barcelona pré-Guardiola, treinado por Frank Rijkaard, com Puyol, Xavi, Iniesta, Messi, Eto´o, mas também com Deco e Ronaldinho Gaúcho, seria a melhor equipa do mundo em 2006, vencendo a supertaça, o campeonato e a Liga dos Campeões.

Tal como o Real Madrid, o Barcelona apresentava uma equipa de mega estrelas, no entanto grande parte vinham da cantera catalã ou de equipas com menos poder financeiro como o Marselha, FC Porto e Paris Saint German na altura. Com menor investimento e muitos melhores resultados, 2005/2006 seria ainda a primeira grande temporada de Messi, que não sendo ainda o protagonista da equipa, vencia o seu primeiro título europeu e assumia-se como um dos melhores jovens do futebol mundial.

Manchester United 2007/2008

ONZE: Vand der Sar, Brown, Evra, Ferdinand, Vidic, Hargreaves, Carrick, Scholes, Rooney, Tévez, Cristiano Ronaldo.  
Treinador: Alex Fergunson

Liderado por Alex Fergunson, o Manchester United viveu os seus anos dourados. Na época de 2006/2007 começou um trajeto de três conquistas consecutivas da Premier League, o auge aconteceria na época de 2007/2008, com a conquista da Liga dos Campeões.

O futebol era consistente e de poucos erros. Além disso o plantel contava com jogadores para todos os momentos. Na defesa, Rio Ferdinand e Vidic não vacilavam, esta dupla soberana era ainda apoiada pela velocidade de Evra. No meio campo, os pêndulo eram Scholes e Carrick, soberanos na decisão. na frente o trio formado por Tévez, Rooney e Cristiano Ronaldo destronavam até a defesa mais infalível.

Figura maior do plantel, Cristiano Ronaldo começava a dar início a um percurso de mais de 12 anos entre os 3 melhores jogadores do mundo. Na altura, o madeirense aparecia menos vezes na zona de golo, mas apresentava um futebol mais vistoso e irreverente. Fortíssimo no 1×1, os dribles de Cristiano Ronaldo eram, muitas vezes o início de uma jogada de golo. E ainda que mais distante da baliza e jogando como um jogador mais criativo, CR7 acabara a época de 2007/2008 com um total de 42 golos em 46 jogos.

Este Manchester United extendia-se além do seu 11 principal, até porque no banco estavam jogadores igualmente decisivos. Nani, Giggs, Fletcher, Andersone Piqué são alguns dos exemplos.

Na época seguinte o Manchester United perdia a final da Liga dos Campeões para o Barcelona de Messi.

Barcelona 2008/2009 e 2014/2015

A 27778

08/09

ONZE: Valdés; Puyol; Touré; Piqué; Sylvinho; Busquets; Xavi; Iniesta; Messi; Thierry Henry; Eto´o
Treinador: Guardiola

14/15

ONZE: Ter Stegen; Dani Alves; Piqué; Mascherano; Jordi Alba; Rakitic; Busquets; Iniesta; Messi; Suarez; Neymar
Treinador: Luís Enrique

O Barcelona de 2008/2009 é muito parecido com o de 2006, mas perdendo Deco e Ronaldinho, que saíram para Chelsea e Milan. Guardiola, jogador histórico do Barcelona e agora treinador principal do clube, aproveitaria toda a prata da casa, faria de Messi o principal jogador e implementaria um sistema de jogo baseado no futebol “inventado” por Cruijff anos antes, o Tiki Taka.

O Tiki Taka é conhecido pelo domínio que os jogadores tem de posse de bola, pelos passes laterais e por evitarem o futebol ofensivo do “pontapé para a frente”, que para jogadores como Xavi, Iniesta e Messi, era perfeito. O Barcelona nessa temporada conquistaria o triplete, taça do rei, campeonato e Champions, vencendo nesse ano na final o campeão europeu em título, o Manchester United, onde jogava Cristiano Ronaldo, na altura o melhor jogador do mundo em título.

O Barcelona voltaria a repetir esta façanha em 2015, no entanto com alguns protagonistas diferentes. Eto´o saia de cena e entrava Suarez e Neymar, que com Messi formariam um dos melhores tridentes do futebol mundial, o MSN. O trio faria história no futebol espanhol com 122 golos apontados numa única temporada na La Liga, algo nunca tinha acontecido e que nunca mais se repetiu.

Apesar dos planteis serem diferentes a filosofia de jogo tinha semelhanças, sendo que para muitos, o XI de Guardiola e o XI de Luís Henrique, equivalem às duas melhores equipas que alguma vez jogaram futebol, sendo estas também as duas melhores temporadas da carreira do astro Lionel Messi.

Inter 2009/2010

ONZE: Júlio César, Maicon, Lúcio, Walter Samuel, Cristian Chivu, Javier Zanetti, Cambiasso, Wesley Sneijder, Diego Milito, Eto’o.
Treinador: José Mourinho

Já passaram mais de dez anos desde que o Inter de Milão conquistou a Liga dos Campeões. No entanto, o encontro que opôs os nerazzurri ao Barcelona, das meias-finais da prova, ainda está bem presente na memória de qualquer fã desta modalidade. Para além de ter conquistado o campeonato da Série A (pela segunda vez consecutiva no comando de Mourinho) e a Taça de Itália, o Inter de Mourinho tornou-se memorável por ter sido a primeira equipa a conseguir parar o imparável Barcelona de Guardiola e conquistando essa edição da liga dos campeões.

A marcha deste Inter foi imparável, mesmo que o futebol defensivo praticado por Mourinho não conquistasse todos os adeptos de futebol. Lúcio, Sneijder, Milito e Eto’o eram as figuras maiores do plantel dos Nerazzurri. Importa destacar outros jogadores que, apesar de não serem habituais titulares, foram muito relevantes neste Inter: Materazzi, Stankovic, Thiago Motta, Muntari, Pandev, Balotelli e Patrick Vieira. O português Ricardo Quaresma também integrava este plantel do Inter apesar de ter jogado apenas 13 jogos.

Bayern Munique 2012/2013

ONZE: Neuer; Lahm; Alaba; Boateng; Dante; Schweinsteiger; Kroos; Robben; Ribery; Muller; Mandzukic.
Treinador: Jupp Heynckes

Depois de duas finais europeias perdidas em 2010 e em 2012, frente ao Inter de Mourinho e Chelsea, correspondentemente, o Bayer de Munique a equipa alemã finalmente confirmava o se poderio.

Para a temporada de 2012/2013 o Bayern reforçou o plantel com Shaqiri, Dante ,Claudio Pizarro ,Mitchell Weiser ,Tom Starke e Mário MandžukićJavi Martínez. Os bávaros começaram a temporada com nove vitórias consecutivas e acabaria a época com o triplete, vencendo a Bundesliga, a Liga dos Campeões e o DFB-Pokal (Taça da Alemanha). 

O futebol deste Bayern era extremamente pragmático atropelando por completo todos os adversários. Em termos práticos, os bávaros só tiveram um resultado verdadeiramente negativo ao longo de todo o ano, o desaire por 4-2 face ao Borussia Dortmund, em casa deste, na Supertaça alemã, que abriu a época 2013/2014.

Destaque, entre todas as provas, para o campeonato alemão, prova em que o Bayern Munique foi invencível em 2013, com o impressionante registo de 30 vitórias, em 33 encontros, com 96 golos marcados e 19 sofridos.

Nos oitavos da Liga dos Campeões, os alemães perderam por 2-0 na receção ao Arsenal, mas após o desaire com os gunnerse uma recuperação de 3-1 na casa do clube inglês, seguiram-se mais 11 triunfos de rajada, incluindo um 7-0 no total dos dois jogos com o FC Barcelona, nas “meias” da Liga dos Campeões..

Já com o campeonato ganho, o Bayern empatou na casa do Borussia Dortmund, equipa que, depois, viria a bater no “jogo do ano”, a final da “Champions”: um golo do holandês Arjen Robben, a acabar, selou o 2-1 final. Para esta época tiveram preponderância jogadores como Franck Ribéry, candidato a “Bola de Ouro”, bem como do guarda-redes Neuer, dos defesas Boateng e Alaba, dos médios Kroos e Schweinsteiger e dos avançados Robben e Müller.

Real Madrid 2016/2017

ONZE: Keylor Navas; Carvajal; Sérgio Ramos; Varane; Marcelo; Casemiro; Kroos; Modric; Isco; Benzema; Cristiano Ronaldo.
Treinador: Zidane

De Messi, Suarez e Neymar, passamos a Ronaldo, Benzema e Bale, ou Isco, com quatro vitórias na Liga dos Campeões, no espaço de cinco anos. Se em 2015 o Barcelona apresentou uma das melhores equipas da história, o Real Madrid não ficava atrás, com um sucesso europeu apenas equiparável ao Real da década de 50/60.

Ancelotti foi o primeiro treinador campeão europeu desta sequência, mas foi Zidane que em 2017 juntou a Liga dos Campeões ao campeonato espanhol, correspondendo também a uma das melhores temporadas de Cristiano Ronaldo ao serviço dos madrilenos, que venceria a sua quinta Bola de Ouro da carreira.

O Real Madrid além de ser campeão, conseguiu marcar golos em todas as jornadas e mesmo falhando a taça do rei, o clube venceria a supertaça europeia e o mundial de clubes da FIFA, numa das temporadas mais gloriosas de um clube na história do futebol mundial. Sem fraquezas aparentes , um ano depois os blancos repetiriam a vitória na Liga dos Campeões, derrotando o Liverpool e apresentando exatamente o mesmo onze inicial que na final de 2017, quando venceram a Juventus.

Seleções

Brasil 2002

ONZE: Marcos, Lúcio, Roque Júnior; Edmílson; Cafú, Gilberto Silva, Kléberson; Ronaldinho; Rivaldo; Roberto Carlos; Ronaldo
Treindor: Scolari

A seleção que conquistou o penta tornou-se histórica por vários motivos. O futebol praticado pela seleção era um autêntico hino ao futebol. Relaxado, divertido, criativo e com muito espetáculo e golos. Não era para menos, não tivesse este Brasil vários dos melhores jogadores da história do futebol numa só equipa. A seleção dos 4 R’s (Rivaldo, Ronaldinho, Ronaldo e Roberto Carlos) contava ainda com Lúcio e Cafú na defesa.

Nos quartos-de-final o Brasil tinha o seu primeiro jogo ‘importante’. Depois de vencer a Bélgica (2-0) seguia-se a Inglaterra. A seleção inglesa vinha embalada, depois de eliminar a Argentina e golear a Dinamarca.

Depois de começar a perder por 1-0, o Brasil deu a volta graças a uma portentosa exibição de Ronaldinho, marcando o segundo golo, que daria a vitória ao Brasil, na cobrança de um livre a mais de 30 metros da baliza inglesa.

O Brasil reencontraria a Turquia nas meias finais. A Seleção mostrou ser realmente superior aos turcos, que quase não criaram oportunidades de golo. Ronaldo marcava o único golo do jogo.

Os brasileiros partiram para Yokohama, onde disputariam a sua terceira final consecutiva de um Mundial. Do outro lado, a Alemanha. O Brasil venceu por 2-0 com dois golos do fenómeno Ronaldo.

Portugal 2004

ONZE: Ricardo; Miguel; Jorge Andrade, Ricardo Carvalho; Nuno Valente; Costinha; Luís Figo; Deco; Maniche; Cristiano Ronaldo; Pauleta
Treinador: Scolari

Pode ser a costela lusitana a falar mais alto, mas a seleção das quinas de 2004 era realmente recheada de estrelas. Entre os 23 convocados estavam três gerações: a geração de ouro de Luís Figo e Rui Costa; a geração de sucesso do FC Porto, com Deco e Ricardo Carvalho como figuras de destaque; a geração de novos valores como Cristiano Ronaldo e ainda Tiago e Simão Sabrosa (jogadores mais velhos que Cristiano Ronaldo).

Na fase de grupos Portugal deixou pelo caminho a Espanha, com um golo de Nuno Gomes. Até à final fica na historia o jogo contra Inglaterra, recordado por muitos, como um dos grandes jogos da primeira década do milénio e resolvida nas grandes penalidades, e com Ricardo a defender, sem luvas, e a marcar o penalti decisivo.

A seleção das quinas viu o seu trajecto manchado ao perder a final contra a seleção grega. No entanto, este XI de Portugal ficará para a história como um dos melhores de sempre.

Espanha 2008 – 2012

ONZE (2008): Casillas; Sérgio Ramos; Puyol; Marchena; Capdevilla; Xabi Alonso; Iniesta; Xavi; Fábregas; David Silva; Fernando Torres.
Treinador: Luis Aragonés

ONZE (2010): Casillas; Sérgio Ramos; Piqué; Puyol; Capdevilla; Busquets; Xavi; Xabi Alonso; Pedro; Iniesta; David Villa.
Treinador: Del Bosque

ONZE (2012): Casillas; Arbeloa; Sérgio Ramos; Piqué; Jordi Alba; Busquets; Xavi; Xabi Alonso; Iniesta; Fábregas; David Silva.
Treinador: Del Bosque

A incrível armada espanhola é uma das seleções mais emblemáticas da história do futebol ganhando 2 europeus (2008 e 2012) e um mundial (2010) consecutivamente.

Não era para menos até porque a seleção do nosso país vizinho tinha como elementos estruturais do plantel jogadores do Barcelona e do Real Madrid, que se elevavam como duas das melhores equipas da segunda década do milénio., e da história do futebol

Depois do título europeu em 1964, a Espanha nunca mais voltou a dar provas do seu poderio. Por várias vezes prometeu intrometer-se entre os principais candidatos, mas só em 2008 volta a ganhar uma competição.

Espanha vencia e convencia. Quarenta e quatro anos depois, a Espanha voltou a erguer a Taça Henri Delaunay. Foi em Viena, que um golo de Fernando Torres ajudou a Espanha a bater os alemães, e a sagrar a seleção nacional espanhola como rainha do futebol europeu, iniciando uma era que teria a consagração máxima com a conquista do Mundial da África do Sul em 2010.

Depois da vitória em Viena, seguir-se-ia a vitória em Joanesburgo, depois da Europa o Mundo, e novamente a europa. A Espanha tornava-se incontestavelmente a melhor equipa do planeta, com o seu  jogo vistoso, o famoso tiki-taka, à imagem do Barcelona, foi possível mudar uma velha certeza do futebol e fazer uma nova adaptação de um adágio conhecido por todos: «Um jogo de futebol são onze para cada lado, e no final ganha sempre a Espanha.» como os alemães tão bem puderam confirmar.

Em 2012, talvez com o melhor plantel desde 2008, a Espanha voltava a ter a europa a seus pés. Num trajecto em que, sublinhe-se, o jogo em que mais teve de suar para seguir em frente na competição, foi frente a Portugal, nas meias finais. No jogo entre os dois países da península ibérica o melhor acabou mesmo por ser a Espanha, vencendo após o desempate por grandes penalidades. Já na final equilíbrio foi tudo o que não se viu na capital ucraniana: a Espanha goleou por 4-0, com golos de David Silva, Jordi Alba, Fernando Torres e Juan Mata, numa demonstração de enorme superioridade e categoria da seleção espanhola

Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Xabi Alonso, Fàbregas, Xavi, Iniesta, Silva ou Torres voltaram a festejar: uma geração de ouro, que dominou a Europa e o Mundo, que se tornou a primeira a vencer dois Europeus consecutivos e a segunda campeã do mundo a juntar o título europeu, depois da França, em 2000. O tiki-taka, filosofia futebolística que dá privilégio à posse de bola e aos passes curtos, voltou a impor-se nos relvados europeus. Ao longo destes 4 anos destacam-se ainda jogadores como Santi Cazorla, Javi Martinez, Jesus Navas e Fernando Llorente.

Alemanha 2014

ONZE: Neuer; Lahm; Howedes; Hummels; Boateng; Khedira; Ozil; Muller; Schweinsteiger; Kroos; Klose.
Treinador: Joachim Low

A máxima de que um jogo de futebol são onze contra onze e no final ganha a Alemanha” voltava a ser reposto no mundial do Brasil de 2016.

A seleção da baviera chegava ao mundial do Brasil como uma das principais candidatas. O Bayern de Munique de Guardiola era parte da base desta seleção que combinou a filosfia do tiki-taka do treinador espanhol com o futebol mais físico e objetivo característico dos alemães.

Os 23 escolhidos por Joachim Low apresentavam um conjunto de soluções de enorme qualidade. Para além do XI base, estavam ainda no banco Gotze, Mertsacker, Draxler, Podolski Großkreutz. Além disso houve uma clara aposta na formação e com jogadores com um perfil diferente do habitual: mais franzinos e técnicos.

Chegados às meias-finais, havia um confronto histórico, com o anfitrião Brasil. No Mineirão, em Belo Horizonte, assistiu-se a um momento épico-dramático. Ao minuto 11, Muller colocou a Alemanha na frente do marcador. Aos 23, Klose fez o 2-0, num golo histórico, que permitiu ao avançado alemão tornar-se o melhor marcador de sempre dos Campeonatos do Mundo (16 golos). Este segundo golo desorientou por completo a equipa brasileira que, seis minutos depois, já perdia por 5-0. Na segunda parte, o suplente Schurrle bisou, elevando o marcador para um inacreditável 7-0; aos 90 minutos Óscar ainda fez o golo de honra do Brasil.

Na final frente à Argentina de Messi a Alemanha foi mais uma vez implacável. Apesar do golo solitário de solitário de Gotze, aos 88 minutos, a equipa germânica esteve sempre por cima do jogo. 24 anos depois, a Alemanha festejava assim o seu quarto título mundial, curiosamente voltando a derrotar a Argentina.

Portugal 2016

ONZE: Rui Patrício; Cédric; Pepe; José Fonte; Raphael Guerreiro; William Carvalho; João Mário; Renato Sanches; Adrien; Cristiano Ronaldo; Nani.
Treinador: Fernando Santos

A escolha da seleção das quinas de 2016 é um puro orgulho lusitano. Este XI vale por todos os 23 escolhidos pelo engenheiro Fernando Santos: Anthony Lopes, Eduardo, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, Eliseu, Danilo Pereira, João Moutinho André Gomes, Vieirinha, Ricardo Quaresma, Éder ,Rafa Silva.

Para além de contar com o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, a seleção das quinas contava também com o golden boy desse ano, Renato Sanches. Também Pepe, Nani, João Moutinho e Quaresma tiveram neste Euro a oportunidade de mostrar toda a sua experiência, vincando as suas marcas na história do futebol.

Aos 109 minutos, João Moutinho recuperou a bola, passou para William que prontamente tocou para Ricardo Quaresma que ao primeiro toque deixou novamente para João Moutinho que passou a bola para Éder. Rodeado de franceses mas, depois de um bom trabalho sobre Koscielny, encheu-se de fé e rematou de fora da área. Lloris esticou-se, mas a bola acabou mesmo nas redes. Era a explosão total de alegria dos portugueses.

O resto… o resto é ainda história, afinal alguns dos vencedores do Euro 2018 terão em 2021 a oportunidade de lutar para renovar o título.

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Osvaldo Flor

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