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COVID-19: China aprova patente para vacina “rápida e fácil de preparar”

Foto: Unsplash.com

É a primeira patente de uma candidata a vacina contra a COVID-19, que pode “ser produzida em massa num curto período de tempo”.

O anúncio foi feito pela imprensa chinesa esta segunda-feira, 17 de agosto. O Gabinete de Propriedade Intelectual do Estado Chinês aprovou a primeira patente de uma candidata a vacina contra a COVID-19, que pode “ser produzida em massa num curto período de tempo”. Ou seja, “rápida e fácil de preparar”.

Os resultados da segunda fase de testes clínicos da vacina, publicados numa investigação no final de julho no ‘The Lancet’, mostraram que é segura e induz uma resposta imune contra o coronavírus.

Segundo noticia a agência ‘Lusa’, a vacina, na terceira fase de testes, desenvolvida pelo Instituto Científico Militar e pela empresa biofarmacêutica chinesa CanSino Biologics, começou a ser usada no final de junho no Exército chinês, depois de uma equipa liderada pelo pesquisador Chen Wei descobrir um anticorpo monoclonal neutralizante altamente eficiente.

De acordo com a patente, a vacina mostrou uma boa resposta imunológica em ratos e roedores, podendo induzir o organismo a produzir uma forte resposta imunitária celular e humoral em pouco tempo”, noticiou o jornal cantonês ‘Southern Metropolis’.

Mais de 500 pessoas foram testadas (508, para sermos precisos) após os primeiros testes publicados em maio, também com resultados positivos. Os autores enfatizaram igualmente que nenhum participante nos estudos de fase dois foi exposto ao vírus após a vacinação, mas sim a um vírus enfraquecido da constipação comum (o adenovírus tipo 5, Ad5-nCoV).

No entanto, na terceira fase – que se vai realizar fora da China – serão necessários mais testes em humanos para confirmar se esta candidata a vacina protege efetivamente contra a infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2.

A CanSino Biologics desenvolveu com a Academia Militar de Ciências da China uma vacina contra o vírus Ebola que obteve licença provisória em 2017.

A empresa foi fundada em 2009 na cidade de Tianjin, no nordeste do país, e tem como foco principal o desenvolvimento e a produção de vacinas.

Normalmente, o período para uma vacina estar disponível para uso em massa é de pelo menos 12 a 18 meses, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora a China tenha acelerado os processos devido à emergência de saúde global, e tem permitido que alguns estudos em várias fases sejam realizados ao mesmo tempo.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 766 mil mortos e infetou mais de 21,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência de notícias ‘France-Presse’ (AFP).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Ana Sofia

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