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Empresas nacionais ‘forçadas’ a reduzir a sua atividade

Foto: Unsplash.com
“Quase metade das empresas reduziram a sua atividade e quase um quinto encerraram ou interromperam totalmente” o seu funcionamento, de acordo com o estudo “MDS Research: Situação Económica em Portugal”.

A MDS, multinacional portuguesa de consultoria de riscos e seguros, adianta que “o tecido empresarial português está a enfrentar uma crise sem precedentes, com redução significativa da atividade”.

Segundo o estudo que tem por base um inquérito realizado junto de 115 empresas nacionais de quase duas dezenas de setores de atividade, “menos de metade das empresas conseguiram manter o seu nível de atividade, mas uma pequena franja (5,2 por cento) conseguiu crescer à sombra da pandemia”.

A generalidade das empresas teve de implementar medidas para responder aos constrangimentos, seja por imposição legal, como o caso do teletrabalho e de medidas de proteção sanitária, seja porque a solidez financeira das empresas foi afetada, acrescenta o estudo, salientando que a redução do investimento, o corte de custos e o recurso ao ‘lay-off’ estão entre as principais medidas adotadas, sendo relativamente reduzida a percentagem das empresas que procuraram novas formas de fazer negócio e de melhorar a sua oferta.

Os empresários e gestores estimam que a recuperação económica portuguesa seja em “U”, demorando “entre um a três anos a regressar aos níveis de atividade anteriores”.

A pandemia “provocou uma forte volatilidade no negócio das empresas, com impacto significativo na faturação”.