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Governo garante: Vai haver mais apoio aos lares de idosos e material nos hospitais

Será criada equipa multidisciplinar de acompanhamento permanente dos lares que pode ser chamada em caso de emergência, enquanto as Forças Armadas podem ajudar na higienização. António Costa garante que não falta nada no SNS, mas aguarda material doado pela China.

Depois de registada a primeira vítima mortal com COVID-19 no interior do país – uma utente da Santa Casa da Misericórdia de Resende, instituição que tem ainda mais dez casos positivos – e do mediatismo em torno de um lar de idosos em Cavalões (Famalicão), cujos 33 utentes estavam apenas a cargo da diretora técnica grávida e uma enfermeira, o governo tomou uma atitude.

Será criada uma equipa multidisciplinar de acompanhamento permanente dos lares que pode ser chamada em caso de emergência, enquanto as Forças Armadas podem ajudar na higienização de lares.

Os anúncios foram feitos na segunda-feira, dia 23, pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, no final de uma reunião com a comissão permanente do setor social, para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus, em especial nos lares de idosos (grupo de risco) que nos últimos dias registou vários casos de doentes com COVID-19.

A equipa de acompanhamento permanente das situações irá garantir uma articulação entre a Direção-Geral da Saúde, Proteção Civil, Instituto de Segurança Social e autarquias e também o setor social “para dar resposta às situações que vão surgindo nos lares”, sublinhou a ministra.

As Forças Armadas “têm sido um parceiro essencial”, garantiu Ana Mendes Godinho, informando que além de irem participar num “programa de sensibilização dos lares sobre formas de agir”, que será lançado em breve, “em algumas situações, as Forças Armadas poderão ajudar em alguma situação que seja preciso fazer a higienização”.

A falta de materiais de proteção para os funcionários dos lares, como luvas ou máscaras, e a dificuldade em aceder à linha Saúde 24 para despistagem de casos, especialmente no interior do país, promete ser difícil de controlar.

A falta de meios humanos é também um dos problemas apontados pela União das Misericórdias Portuguesas e pela Associação de Apoio Domiciliário de Lares e Casas de Repouso.

O primeiro-ministro António Costa, que já foi criticado por dizer que nada falta no Serviço Nacional de Saúde (“Até agora, nada faltou nos hospitais e não é previsível que venha a faltar”), anunciou que estará para vir um reforço de materiais de apoio, doado pelo governo chinês, que também irá facilitar a aquisição de equipamentos a Portugal.

A Direção-Geral da Saúde avança, esta terça-feira, 24 de março, que o número de mortos em Portugal aumentou para 30 e de infetados para 2362. Há 22 doentes recuperados.

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Jorge Teixeira

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