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Peregrinos percorrem estrada da vida: As motivações para ser peregrino

Dizem que fé que não é firme, não é fé! Os peregrinos aguentam-se firmes até no contexto pandémico, mesmo com as máscaras, o distanciamento social e o limite de lotação em recintos fechados, os peregrinos continuaram a percorrer quilómetros para as celebrações do dia 13.

A fase de ouro das peregrinações afirma-se nos séculos XI a XIII. Muitas eram as pessoas que percorriam quilómetros a pé, a cavalo, de barco, etc… O seu percurso era efetuado com a vontade de louvar ou agradecer a um santo ou local sagrado.

Em 1917, na Cova da Iria, três crianças, também conhecidas comos “os três pastorinhos” afirmaram ter presenciado a presença de uma senhora, em cima de uma pequena azinheira. Segundo testemunhos da época, essa senhora terá dito às crianças para rezarem muito e para aprenderem a ler e convidou-as a regressar aquele mesmo lugar, no dia 13 dos cinco meses seguintes, sempre à mesma hora. Essa Senhora era a Senhora do Rosário, atualmente conhecida como Nossa Senhora de Fátima.

Nossa Senhora pediu ainda que uma capela fosse construída, no local das aparições, atualmente conhecida como capelinha das aparições, local que atrai inúmeras pessoas.

Passados séculos, Fátima tornou-se centro de peregrinações. Todos os anos, são várias as pessoas que buscam assistir à procissão das velas, fazer pedidos ou agradecer, entre outras atividades. Tudo em busca de obter uma maior proximidade com a Nossa Senhora de Fátima, em Cova da Iria.

As celebrações do dia 13 de outubro acolhem os peregrinos, que se dirigiram ao Santuário de Fátima, para as celebrações. A pergunta que aqui se coloca é: o que motiva algumas pessoas a deixar de lado o conforto da sua casa e percorrer inúmeros quilómetros? Para muitos pode ser difícil entender, mas para quem faz este percurso é fácil explicar.

As razões podem estar envolvidas com contacto com restos mortais de um santo, busca pessoal, concretização de uma promessa, devoção, busca de paz ou sabedoria, etc…

Muitas pessoas acreditam que os locais sagrados, carregam a alma de um santo ou santa e que essa pode ser a solução, para os seus problemas. Se formos por esse prisma, a busca de um peregrino tem muito a ver com a descoberta seja pessoal, ou seja, do “além”.

Relativo à descoberta, está a vontade de mudar… pessoas que estão convictas em mudar algo na sua aparência, na sua vida ou até mesmo na sua personalidade, olham para a peregrinação religiosa como uma ajuda, neste processo de mudança, pois investem na descoberta pessoal. Também através da peregrinação, o individuo descobre os seus limites físicos e mentais.

A peregrinação pode ser, inclusive, afetar de forma positiva a condição física. Ao ter de percorrer a pé uma distância grande até a um santo ou local sagrado, a pessoa está a ganhar resistência física. Neste aspeto, muitas pessoas usam a sua fé como motivação para melhorar o seu aspeto físico.

Esta prática também é útil para a socialização. Os peregrinos vivem em comunidade, os fiéis unem-se para orar, procurarem ajuda, etc…. Muitos são motivados pela partilha de histórias, de culturas e de experiências.

Para os peregrinos, independentemente da sua motivação, o que é importante, é que tenham humildade e respeito, pois sem essa característica, não faz sentido peregrinar, por muita que seja a motivação, será em vão.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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