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Será que ainda vamos a tempo de salvar o planeta?

Uma das maiores preocupações nos dias que correm é a situação em que se encontra o nosso planeta. À medida que o tempo passa, o planeta está cada vez mais sobrecarregado com os efeitos ambientais causados pela humanidade. A questão que se sobrepõe é se há algo que cada um de nós poderá fazer.

O verdadeiro problema está naquilo que consideramos ser essencial para as nossas vidas, o que comemos, o que vestimos, as estradas por onde andamos, os equipamentos eletrónicos que usamos, a forma como nos deslocamos…

Será que o problema está apenas na indústria dos transportes? As emissões que os aterros libertam são equivalentes às emissões libertadas pela aviação. Além disso, mais dióxido de carbono é libertado pelas nossas habitações do que por todos os carros juntos. As emissões produzidas a fazer um carro são idênticas às produzidas na construção de apenas dois metros de estrada, ou seja, os carros eléctricos são melhores, mas se continuarmos a construir estradas, nada se resolverá. O mesmo se aplica noutras situações e o combate às alterações climáticas depende de grandes fatores como a diferença entre ricos e pobres.

Povos mais ricos têm tendência a produzir mais emissões de CO2 e a solução não passa pelos cortes de bens considerados essenciais para estas populações, até porque, em contrapartida, 63 por cento das emissões são causadas pelos países menos desenvolvidos. Mas, por muito que estes problemas fossem solucionados, existe um ainda maior, a nossa alimentação. Com o aumento da população, em breve teremos de alimentar 10 biliões de pessoas e para isso, libertamos uma quantidade absurda de gases de efeito de estufa.

Só na produção de arroz, os gases libertados são quase idênticos aos libertados pela aviação e os alimentos que mais gostamos são aqueles que pior fazem ao nosso planeta. 57 por cento dos gases que são emitidos vêm de alimentos de origem animal, no entanto, estes só contribuem com 18 por cento das calorias necessárias e 37 por cento relativamente a proteínas. Cerca de 38.5 por cento da terra habitável no mundo é usada para a criação de animais para alimentar a população (terra que podia ser transformada em ecossistemas naturais), enquanto apenas 37 por cento são florestas e 1 por cento água potável.

De certa forma, apenas comer menos carne ou abdicar da nossa forma confortável de vida não irá travar as alterações climáticas e em contrapartida, as alterações climáticas não vão ser travadas se esses consumos não diminuírem. Sinceramente, não existem soluções realistas para estes problemas.

Teoricamente já existe tecnologia que poderá ajudar a resolver este problema, por exemplo, existem equipamentos que “capturam” o dióxido de carbono do ar e este é transformado noutros produtos, mas produzir esses equipamentos em massa para serem adequados para todo o tipo de indústrias seria demasiado dispendioso. O dinheiro tem de vir de algum lado e se vierem das próprias indústrias, os produtos vão aumentar os preços e as empresas vão à falência. O governo também não ajuda, até porque os recursos financeiros vão para o oposto, a verdade é que nenhum sistema político tem conseguido um regime sustentável. As soluções têm de ser rápidas e pensadas a longo prazo, temos de baixar a emissão de gases de efeito de estufa e de dióxido de carbono para evitar um colapso de um mundo que nos ofereceu todas as condições para ser habitado.

O que cada um de nós pode fazer? Não há uma solução específica, o que podemos fazer para travar as rápidas alterações climáticas passa pela política, ou seja, podemos votar em pessoas que defendam o planeta e descartar as que não têm essa preocupação. Precisamos de políticos que alterem as leis, que incentivem as tecnologias existentes e que invistam na inovação para os setores que ainda não têm grandes soluções. Se puder contribuir financeiramente, também pode investir nas novas soluções ecológicas, como carros elétricos, para que o preço no mercado desça e fique mais acessível à população. Além disto, pode sempre comer menos carne e andar o menos possível de avião. Ajude o planeta e faça a sua parte, ele agradece.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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