Com a vontade de mudar a forma como o país encara e valoriza a profissão de consultoria, Joana Ferraria trouxe a Amaris Consulting para Portugal. Ao abraçar este desafio, não só abriu portas a um novo mercado, como também introduziu um método de trabalho que assenta em três eixos: equipas, clientes e resultados.
A sua carreira académica começou em 2005, com uma licenciatura em Engenharia Informática. Que aspetos desta área mais a cativam?
Iniciei a minha formação em Engenharia Informática numa altura em que o setor tecnológico ainda era fortemente masculino. O que mais me cativou foi a forma como a tecnologia combina lógica, criatividade e impacto real. A engenharia ensinou-me a estruturar pensamentos, a resolver problemas complexos e a tomar decisões baseadas em dados. Ao mesmo tempo, foi também uma forma de mostrar, na prática, que as mulheres podem ocupar e afirmar-se em áreas tradicionalmente dominadas por homens. Mesmo não tendo seguido uma carreira puramente técnica, essa base continua a influenciar profundamente a forma como lidero, defino estratégias e encaro desafios. A tecnologia é um motor de transformação e sempre me fascinou a sua capacidade de escalar soluções, pessoas e negócios.
Como surgiu a ideia de trazer a Amaris Consulting para Portugal, sabendo que a empresa já operava internacionalmente? Quais foram os principais desafios que enfrentou?
A decisão de trazer a Amaris Consulting para Portugal surgiu essencialmente de uma oportunidade mútua. Por um lado, a Amaris tinha a ambição clara de entrar no mercado português. Por outro, reconheci de imediato uma forte identificação com os valores da empresa, em particular a filosofia “People First”, muito alinhada com a minha forma de liderar e de fazer crescer equipas. O maior desafio foi construir tudo do zero, desde equipa e clientes até credibilidade num mercado altamente competitivo. Foi necessário provar rapidamente que era possível crescer com exigência, proximidade e qualidade, sem comprometer valores. Esse desafio acabou por ser também o maior fator de diferenciação.

Acreditar no potencial das mulheres é algo que faz parte da sua missão pessoal. De que forma procura mostrar, no dia a dia e na liderança da empresa, que as mulheres são capazes de tudo?
Acreditar no potencial das mulheres não é para mim um discurso teórico, é uma prática diária. Traduz-se em dar visibilidade, exigir performance, criar oportunidades reais de crescimento e não baixar a fasquia por questões de género. Liderar pelo exemplo é fundamental. Mostro que é possível ocupar posições de decisão, gerir pressão, conciliar diferentes dimensões da vida e manter autenticidade. O meu foco não é promover mulheres por serem mulheres, mas garantir que talento, competência e ambição têm espaço para crescer, independentemente do género.
Muitas empresas tratam os consultores apenas como números. Como a Amaris Consulting promove o reconhecimento e a valorização pessoal de cada profissional?
Na Amaris Consulting recusamos a lógica de que pessoas são apenas números. Métricas e resultados são essenciais, mas nunca desligados da dimensão humana. Trabalhamos a proximidade com os consultores, o acompanhamento de carreira, a escuta ativa e o alinhamento entre projeto, ambição e bem-estar. Cada pessoa tem um percurso, objetivos e desafios diferentes, e isso é tido em conta na gestão. Acredito profundamente que quando as pessoas se sentem reconhecidas, respeitadas e desafiadas, os resultados surgem de forma natural e sustentável.
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