Licenciada em Direito, com especialização em Direito Tributário e Fiscal, Cátia Lopes Cardoso construiu um percurso profissional marcado pela capacidade de adaptação, pela curiosidade e por uma forte ligação ao universo das finanças. Para descomplicar e ajudar a encontrar soluções nesta área, criou a CLC – FINANCIAL PARTNERS, em março de 2025.
Embora tenha iniciado o seu caminho na área jurídica e realizado um estágio na Ordem dos Advogados, a vida acabou por levá-la para fora de Portugal, acompanhando o marido numa experiência internacional, que se prolonga há quase uma década. Esta decisão, tomada em família e de forma ponderada, revelou-se determinante para o seu crescimento pessoal e profissional, permitindo-lhe explorar novas áreas de conhecimento e descobrir uma vocação que hoje define a sua atividade: apoiar pessoas e empresas a tomarem decisões financeiras mais conscientes e estratégicas.
Crescida no seio de uma família de empreendedores, habituou- se desde cedo à ideia de que, para alcançar resultados distintos, é preciso agir também de forma diferente. Esta mentalidade moldou a sua forma de pensar e ajudou a desenvolver um interesse natural pelos números, pela economia e pela gestão. Apesar da formação feita na licenciatura, sempre manteve uma ligação à área financeira, interesse que se intensificou quando saiu do país. Foi nesse período que começou a estudar finanças pessoais e investimento imobiliário de forma autónoma, motivada pelo objetivo de rentabilizar a experiência no estrangeiro.
Com o tempo, e de forma quase espontânea, começou a apoiar outros portugueses que viviam fora e que procuravam investir no país. A confiança que depositavam em si, aliada ao conhecimento jurídico e fiscal, levou Cátia Cardoso a assumir um papel cada vez mais ativo na análise de oportunidades e na gestão de processos ligados ao investimento imobiliário. Este contacto direto com as necessidades reais das pessoas abriu caminho para uma nova fase da sua carreira, em que o acompanhamento financeiro passou a ser uma constante.

O nascimento de um projeto empreendedor
A intermediação de crédito surgiu naturalmente como extensão deste trabalho, uma vez que já ajudava clientes a compreender propostas bancárias, taxas e condições, especialmente numa altura em que muitos não se encontravam em Portugal. No entanto, sentia que podia ir mais longe e oferecer um serviço mais estruturado e completo. Foi assim que nasceu, há cerca de um ano, a CLC – FINANCIAL PARTNERS, um projeto que pretende posicionar-se como parceiro financeiro de empreendedores e empresários, com uma abordagem transversal que integra vertentes legais, fiscais e estratégicas.
A proposta de valor assenta numa lógica de proximidade e personalização. “É um acompanhamento muito tailor-made. Basicamente, está muito focado no que o cliente precisa”. O serviço premium, designado Tax Analysis, consiste num acompanhamento intensivo ao longo de três meses, no qual é feita uma análise profunda à realidade financeira e fiscal das empresas e fundadores. O processo começa pela compreensão detalhada da forma como o negócio gera e utiliza dinheiro, passando depois pela otimização fiscal, definição de objetivos e construção de estratégias ajustadas à fase de crescimento de cada projeto. Em alguns casos, o trabalho passa pela criação de estruturas societárias mais eficientes, internacionalização ou reorganização de processos internos; noutros, pela simples clarificação e organização de informação que permita decisões mais seguras.
Para clientes individuais, existe também um acompanhamento direcionado para a organização das finanças pessoais, centrado na clareza e no planeamento. Acredita que perceber exatamente o que entra e sai, e compreender o impacto das escolhas no presente e no futuro, é o primeiro passo para conquistar maior controlo sobre a própria vida. Definir objetivos, estruturar prioridades e criar um ecossistema financeiro coerente permite, na sua perspetiva, transformar a relação com o dinheiro e ganhar poder de decisão. “Organizar as finanças é ganhar poder de decisão. Quando se tem clareza sobre o que entra, o que sai e o que se pretende alcançar, deixa-se de andar ao sabor da vida e passa-se a construir o próprio caminho”.
A ideia de liberdade financeira, frequentemente associada a uma vida sem trabalho, representa, na sua opinião, a capacidade de escolher onde trabalhar, quando parar, quando investir tempo na família ou mudar de rumo sem que o dinheiro seja o fator que limita todas as decisões. É essa autonomia que procura transmitir aos clientes, incentivando-os a pensar não apenas em crescer, mas também em equilibrar ambição e qualidade de vida. “Liberdade financeira não é deixar de trabalhar nem viajar pelo mundo. É ter poder de escolha, é não ter de aceitar algo apenas por causa do dinheiro”.

Experiência de liderança no feminino
Enquanto líder, valoriza uma abordagem humana e consciente, assente na gestão de pessoas e na construção de relações de confiança. “A liderança feminina traz consigo uma sensibilidade importante para compreender equipas, clientes e parceiros, sem comprometer o rigor técnico e a exigência”. A responsabilidade, o sentido de organização e a capacidade de conciliar diferentes dimensões da vida acabam por ser qualidades que se refletem na forma como conduz o projeto e a equipa, que, entretanto, cresceu e conta já com apoio nas áreas administrativa e contabilística, funcionando de forma totalmente remota.
Ao longo da sua experiência, identifica um erro recorrente em profissionais e empresários que começam a atingir níveis de rendimento mais elevados: o descontrolo dos custos fixos. O aumento do padrão de vida ou dos investimentos, muitas vezes feito sem o mesmo critério que existia em fases de menor estabilidade, pode comprometer a sustentabilidade a longo prazo. Manter o foco nas prioridades e garantir que o crescimento é acompanhado por uma estrutura sólida é, na sua opinião, essencial para atravessar momentos de maior instabilidade.
Com um balanço “bastante positivo”, para o futuro, o objetivo passa por continuar a promover a literacia financeira e dar maior visibilidade à importância de decisões conscientes, nomeadamente no que diz respeito ao impacto fiscal e à organização estratégica dos negócios. Pretende consolidar a marca, reforçar a divulgação do projeto e, a médio prazo, considerar a criação de espaços físicos que permitam um contacto ainda mais próximo com os clientes. “A internacionalização de projetos e o apoio a marcas que procuram crescer além-fronteiras são também metas que ambiciono desenvolver”.




