Arquitetura, Design e Construção

Aposta na construção modular para o futuro da habitação em Portugal

A Apexwork – Turnkey Services, através da marca APEXHAUSS, defende que a construção modular não é apenas uma tendência, mas também uma evolução inevitável para um setor mais eficiente, sustentável e orientado para o futuro. Para António Moreira, gerente da empresa, esta abordagem representa uma resposta concreta aos desafios habitacionais atuais, aliando rapidez, rigor técnico e responsabilidade ambiental.

A construção modular tem vindo a ganhar destaque em Portugal. Na vossa perspetiva, quais são os principais fatores que estão a impulsionar esta mudança no setor?

Estamos a assistir a uma transformação estrutural no setor da construção. O modelo tradicional, com prazos imprevisíveis e custos difíceis de controlar, já não responde às exigências atuais. Hoje, o mercado procura eficiência, transparência e rapidez – tanto do ponto de vista do cliente final como do investidor. A construção modular responde diretamente a esses três pilares. Existe também uma crescente valorização da sustentabilidade e da eficiência energética, o que reforça ainda mais esta mudança. Na nossa perspetiva, não se trata de uma tendência, mas sim de uma evolução inevitável da construção.

A APEXHAUSS aposta em sistemas industrializados, materiais como o aço galvanizado e soluções com certificação Passivhaus. De que forma estas escolhas contribuem para uma construção mais sustentável e eficiente?

Cada decisão que tomamos tem uma intenção clara: construir melhor para quem vai viver dentro daquele espaço durante anos. O aço galvanizado dá-nos robustez e precisão estrutural. A abordagem Passivhaus permite criar casas que praticamente respiram eficiência – onde o conforto térmico não depende do consumo excessivo de energia, mas sim da inteligência do projeto. Mas mais do que tecnologia, trata-se de responsabilidade. Estamos a construir hoje aquilo que vai impactar o futuro de quem lá vive.

Um dos grandes argumentos a favor das casas modulares é a redução de desperdício e o menor impacto ambiental. Como é que esse compromisso se traduz, na prática, ao longo de todo o processo construtivo?

Esse compromisso começa na fase de projeto e estende-se a todo o processo produtivo.

Trabalhamos com planeamento rigoroso e produção em ambiente controlado, o que nos permite otimizar materiais, reduzir desperdícios e evitar retrabalho. Em obra, a intervenção é significativamente mais curta e limpa.

Ao contrário da construção convencional, onde existem perdas consideráveis, no nosso modelo tudo é pensado para maximizar eficiência. O resultado é uma construção mais sustentável, não apenas na execução, mas também no desempenho ao longo da vida útil do edifício.

A rapidez de execução é frequentemente apontada como uma vantagem-chave, podendo reduzir significativamente os prazos face à construção tradicional. Como conseguem garantir essa eficiência sem comprometer a qualidade?

A chave está na separação entre produção e execução em obra. Enquanto no modelo tradicional tudo acontece sequencialmente, nós trabalhamos em paralelo.

Grande parte da construção é realizada em ambiente controlado, com equipas especializadas e processos padronizados. Isto permite não só acelerar prazos, mas também garantir consistência e rigor técnico.

Quando o projeto chega ao terreno, entra numa fase de montagem altamente eficiente. Ou seja, não estamos a construir do zero, estamos a montar algo que já foi previamente validado. Rapidez, no nosso caso, não é um risco. É um resultado de organização e engenharia.

Ainda existe algum ceticismo no mercado relativamente à durabilidade e valorização das casas modulares. Que mitos gostariam de desmistificar junto de investidores e futuros proprietários?

O principal mito é associar construção modular a soluções temporárias ou de menor qualidade. Hoje, isso não corresponde à realidade. As nossas soluções são desenvolvidas com materiais de elevada performance e engenharia rigorosa, garantindo durabilidade equivalente ou superior à construção tradicional.

Além disso, o mercado começa a valorizar fatores como eficiência energética, qualidade construtiva e previsibilidade – elementos onde a construção modular se destaca claramente. Modelos como o BÔBECO refletem essa evolução: não são apenas soluções habitacionais, são produtos com identidade arquitetónica e valor de mercado.

A personalização tem-se tornado cada vez mais relevante para o cliente final. Até que ponto é possível conciliar projetos à medida com processos industrializados?

A personalização é perfeitamente compatível com a industrialização – desde que o sistema seja bem estruturado.

Na APEXHAUSS, desenvolvemos modelos base que permitem adaptação ao nível de layout, acabamentos e linguagem arquitetónica. Isto garante flexibilidade para o cliente sem comprometer a eficiência do processo.

Conseguimos, assim, equilibrar duas dimensões que normalmente são vistas como opostas: escala e individualidade.

Olhando para o futuro, que papel acreditam que as casas modulares irão desempenhar na resposta aos desafios habitacionais e ambientais em Portugal nos próximos anos?

Acreditamos que vão deixar de ser alternativa para se tornarem referência. Portugal precisa de construir mais, melhor e mais rápido – mas também precisa de construir com consciência. E isso exige uma mudança estrutural no setor.

A construção modular permite responder a esses desafios com uma abordagem mais inteligente, mais sustentável e mais adaptável. Na APEXHAUSS, vemos o futuro com ambição, mas também com responsabilidade. Queremos contribuir para um novo padrão de habitação em Portugal – onde qualidade, eficiência e emoção coexistem. Porque, no final, não se trata apenas de construir casas, trata-se de criar lugares onde as pessoas queiram viver.

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