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Elevar o verde às sete maravilhas

Responsável pelo maior jardim vertical no país, a Wonder Wall nasceu pela mão do engenheiro João Salgueiro. Em quatro anos de existência, a empresa tem vindo a atingir o topo de todas as maneiras.

Quem passar pela Avenida da Liberdade, no centro de Lisboa, vai encontrar um jardim vertical de plantas artificiais a ocupar uma parede inteira de um prédio. Além de ser uma forma de dar vida a uma empena (parede lateral sem janelas ou portas), conseguiu embelezar a vista dos apartamentos do edifício ao lado. E tudo sem necessidade de água nem outro tipo de manutenção. O projeto é de 2017 mas continua a ser a maior prova do trabalho feito pela Wonder Wall, ou não fosse aquele o maior jardim vertical artificial no nosso país.

Seria de pensar que por trás desta empresa que se dedica à comercialização e instalação de plantas e jardins verticais artificiais estivesse um arquiteto ou designer, mas não. João Salgueiro é formado em engenharia industrial e entrou no mundo do design ao fim de dez anos de carreira na área da logística.

Em 2007 tornou-se sócio da empresa ADN Aquarium Design (instalação e manutenção de aquários) e, em 2010, ele e os sócios lançaram a ADN Garden Design, uma marca de jardins verticais naturais. O projeto acaba e João Salgueiro, com “interesse em continuar com a parte dos jardins verticais, mas no caso artificiais”, fundou a Wonder Wall.

Estávamos em janeiro de 2015 quando nasceu a ‘parede maravilha’, associada desde logo à VistaGreen, “hoje em dia líder em termos de produção e comercialização de jardins verticais artificiais”, marca inglesa “para a qual temos representação para o mercado português, angolano, cabo-verdiano, moçambicano, ou seja, os PALOP, e temos a exclusividade da marca para estes mercados”.

Um ponto de partida firme e uma parceria que começou, aos poucos, a dar cor à dinâmica da empresa. “A parte inicial foi a mais difícil, até que as pessoas conseguissem perceber o produto e não tivessem aquela aversão que muitas vezes tinham às plantas artificiais”, lembrou o responsável da Wonder Wall. À medida que os primeiros projetos foram feitos, foi-se “ganhando a confiança do mercado, principalmente dos opinion makers, arquitetos e decoradores que começavam a propor esta solução aos seus clientes”.

Estamos a falar de plantas artificiais, mas com um aspeto tão natural que até há clientes que gostam de as borrifar com água. Mas não é necessário. Além de serem realistas, não há necessidade de manutenção, nem de apanharem luz, podem ser personalizadas e trocadas de sítio quando quisermos e embelezar espaços ‘sem vida’.

A qualidade é uma garantia. “Começamos a trabalhar com árvores e outras plantas artificiais com uma marca holandesa, com quem temos a exclusividade. Essa marca que trabalha essencialmente plantas para exterior e dá garantias de cerca de 5 anos de não alteração de cor com exposição ao sol. Não há mais nenhuma marca a dar essa garantia e produto”. Se falarmos em plantas para interior, o prazo de ‘validade’ pode ir até aos 15 anos.

A montagem dos painéis (com medida standard de 80 por 80 e com 90 plantas cada) também é rápida. “Fazemos a montagem porque os clientes assim o exigem, mas vem tudo fornecido para a montagem, manual de instruções e vídeos tutoriais que explicam.”

A Wonder Wall abrange o território continental, sem esquecer as ilhas e os PALOP, sendo que neste caso, pode nem haver a necessidade nem o custo de irem instalar os painéis. “Isto coaduna-se com a parte da restauração, hotelaria, lojas e os residentes não permanentes”, explicou João Salgueiro. Os painéis estão, aliás, classificados com uma norma europeia de reação ao fogo, exigido por todos os grupos hoteleiros em Portugal.

Ainda este ano, João Salgueiro conta apresentar oficialmente um projeto, em parceria com o arquiteto Ricardo Seguro Pereira, que “está relacionado com candeeiros e plantas artificiais” e outro projeto de decoração em duas empresas multinacionais, que se irão instalar no nosso país.
Nada de megalómano se tivermos em conta que a Wonder Wall – que no final do primeiro semestre de 2019 já ultrapassou o volume de negócios, face ao ano de 2018, crescendo 40% – montou 760 painéis, em três semanas, na Avenida da Liberdade.

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