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Investimento empresarial deverá crescer 3,6% em 2020

Frank Busch @frankbusch - unsplash.com

O investimento empresarial deve aumentar 3,6% este ano, menos duas décimas do que o crescimento verificado em 2019, segundo dados divulgados pelo INE. No entanto, registou-se uma diminuição de 6% do investimento nas indústrias transformadoras no ano passado, registando-se taxas de variação negativas em oito das 14 subseções.

O investimento empresarial deverá apresentar um crescimento de 3,6% em 2020, em termos nominais, concluiu o Inquérito de Conjuntura ao Investimento (de outubro do ano passado) realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Os resultados deste inquérito apontam ainda para um aumento de 3,8% do investimento em 2019, taxa próxima da obtida no inquérito anterior (variação de 3,7%)”, aponta o gabinete estatístico português. “Entre os objetivos do investimento perspetiva-se um aumento da importância relativa do investimento orientado para a substituição e para outros investimentos, enquanto o peso relativo do investimento associado à extensão da capacidade de produção e à racionalização e reestruturação deverá diminuir”, destaca o INE.

Tendo em consideração a dimensão das empresas por escalões de trabalhadores ao serviço, “são de destacar as empresas pertencentes ao quarto escalão (500 ou mais pessoas ao serviço) por registarem o contributo positivo mais significativo (4,6 pontos percentuais) para a variação do investimento em 2019, refletindo um crescimento de 12,6%, seguindo-se as empresas do primeiro escalão (menos de 50 pessoas ao serviço) com um contributo de 0,7 p.p. (taxa de variação de 2,7%)”.

Por sua vez, as empresas do segundo escalão (entre 50 e 249 pessoas ao serviço) e do terceiro escalão (entre 250 e 499 pessoas) apresentaram contributos negativos (-0,3 p.p. e -1,1 p.p., respetivamente) para a variação do investimento em 2019 (refletindo decréscimos de 1,4% e 6,9%, pela mesma ordem)”, aponta o INE.

Os resultados do atual inquérito apontam para uma diminuição de 6,0% em 2019 do investimento nas indústrias transformadoras, registando-se taxas de variação negativas em oito das catorze subsecções. Assim, as subsecções de indústrias da madeira e da cortiça, com exceto mobiliário, enquanto a fabricação de obras de cestaria e de espartaria e de fabricação de máquinas e equipamentos registaram os contributos negativos mais expressivos para a variação do investimento desta secção (-2,8 p.p. e -2,0 p.p., respetivamente), com diminuições de 46,0% e 34,1% em 2019, sendo que a subsecção de fabricação de outros produtos minerais não metálicos apresentou o contributo positivo mais expressivo (1,5 p.p.) para a variação do investimento desta secção em 2019.

O Inquérito de Conjuntura ao Investimento foi realizado a uma amostra de 3.682 empresas com mais de quatro pessoas ao serviço, com um volume de negócios no ano de seleção da amostra de pelo menos 125 mil euros.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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