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Belmonte vai avançar com consolidação e centro interpretativo da Torre de Centum Cellas

A Câmara de Belmonte anunciou hoje que vai avançar “tão depressa quanto possível” com trabalhos de consolidação e a criação de um centro interpretativo da Torre de Centum Cellas, monumento arqueológico sobre cuja origem há várias teses.

A obra está orçada em cerca de 600 mil euros e já foi candidatada aos apoios do + Centro 2020, aguardando apenas pela autorização da Direção Regional de Cultura do Centro para arrancar.

“Os trabalhos vão avançar rapidamente e será uma obra magnífica. A recuperação da torre de Centum Cellas virá trazer um valor acrescentado àquilo que queremos, que é promover, desenvolver e acreditar nas potencialidades deste concelho do interior”, afirmou o presidente da Câmara de Belmonte, António Dias Rocha (PS).

O autarca deste distrito de Castelo Branco falava no final de uma visita que a ministra da Cultura, Graça Fonseca, realizou àquele local para conhecer o projeto, que visa preservar e conservar a torre, acautelando o risco iminente de deslizamento de alguma pedra, que já se começa a verificar, tal como foi apontado este domingo.

O projeto também integra a criação de um centro de interpretação, que fica num terreno a cerca de 10 metros da torre e onde será possível ficar a conhecer as diferentes versões sobre a origem deste monumento.

O objetivo é que a obra possa estar concluída dentro de um ano, sendo que, ao nível da torre propriamente dita, os trabalhos arquitetónicos serão “discretos” e terão o “mínimo impacto visual possível” para não ferir o monumento, apontaram os autores do projeto.

Segundo a informação publicada na página oficial da autarquia de Belmonte na internet, a Torre Centum Cellas antigamente também era chamada de Torre de São Cornélio e é um curioso e singular monumento lítico situado na freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte.

“As ruínas têm despertado as atenções de todos, suscitando as mais diversas teorias e gerando-se à sua volta as mais variadas lendas. Umas dessas tradições refere que teria sido uma prisão com cem celas, daí derivando o nome Centum Cellas, onde teria estado cativo São Cornélio, razão porque também é conhecida pelo nome de Torre de São Cornélio”, lê-se na informação municipal.

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Jorge Teixeira

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