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Lawrence’s: conhecer Sintra a partir do hotel mais antigo da península Ibérica

Situado no centro histórico de Sintra, o Lawrence’s é a unidade hoteleira mais antiga da península Ibérica. Foi albergue de Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Lord Byron. Na ficção, foi cenário para os amores impossíveis de Carlos da Maia e Maria Eduarda d’Os Maias. A IN leva-o a conhecer este pedaço de história.

Estamos em pleno centro histórico de Sintra e a atmosfera misteriosa é composta pelas vistas para a serra encimada pelo Castelo dos Mouros e pelas ruas com curva contra curva, retorcidas que não deixam adivinhar o que está para além de cada esquina. Quem caminha do centro para a Quinta da Regaleira, passa pelo Lawrence’s Hotel.

Como Sintra,o Lawrence’s tem corredores e escadas que se dobram, desdobram e guardam mistérios. Na entrada, ao pé da receção corre um fio de água incessante, contínuo, que nos relembra o cenário verdejante e bucólico que está lá fora. Em contraste, seguem-se salas e salinhas pequenas e aconchegantes, com madeiras e cores quentes que remetem para o traço inglês do hotel.

O Lawrence’s foi criado em 1764 pela família inglesas Lawrence Oram e ficou a partir de 1850 e durante vários anos nas mãos de Jane Lawrence. É a unidade hoteleira mais antiga da península Ibérica e já albergou Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Alexandre Herculano, Lord Byron, William Beckford e Lady Jackson.

A literatura está presente por toda a parte. Começa na biblioteca do Lawrence’s, cenário ideal para repôr energias, quem sabe com um romance queirosiano que retrate aquele espaço e o meio que o envolve noutros tempos. E acompanha- nos ao quarto, quem sabe com “A Peregrinação de Childe Harold” que Lord Byron começou a escrever precisamente no Lawrence’s e onde descreve Sintra como um “éden glorioso”.

Entre 1989 e 1999, o espaço foi restaurado, mas a traça original foi mantida e a magia da sua história continua espalhada por todos os recantos. Das camas de dossel, à mobília de época, passando pelas tapeçarias e cortinados e não esquecendo a mala da família real inglesa, a servir de mesa de centro numa das suítes. Aqui tudo é história.

Os quartos seguem a lógica dos outros espaços do hotel. Em nada se assemelham uns aos outros e até a sua identificação – com nomes alusivos à história do Lawrence’s como Casa de Chá, Suíte Eça de Queirós, Lord Byron – se destaca. Entre quartos duplos e suítes, o espaço para descontrair, depois de um dia a conhecer as redondezas, é confortável e conjuga passado e presente com subtileza.

Durante o verão, pode usufruir do Terraço Floresta, enquanto absorve a atmosfera de Sintra e desfruta do cocktail exclusivo do Lawrence’s. Nos meses frios, Sintra, embora menos movimentada, continua a ser um território de maravilhas e talvez a sua história até tenha mais encanto embrenhada em nevoeiro denso enquanto desfruta do Chá das Cinco do Lawrence’s acompanhado por scones.

O Natal no Lawrence’s

Além de todas as comodidades descritas, o Lawrence’s também tem um restaurante com iguarias inspiradas nos romances de Eça de Queirós e um menu queirosiano reservado a grupos. Venha provar o Bacalhau à Alencar imortalizado nos Maias.

O cenário encantador do Lawrence’s e do seu restaurante só podia ganhar mais charme com a magia do Natal. Para a consoada as opções são bacalhau confitado natalino ou carré de borreguinho com risoto de cogumelos ao vinho do Porto. As sobremesas são várias e incluem pudim abade de priscos, farófias e a tradicional tarte queijada de Sintra. O jantar é servido entre as 19h30 e as 22h00.

Para o almoço do dia de Natal conte com polvo cozido com ovos, batatas e couve portuguesa, cabrito assado no forno, bacalhau confitado natalino e ravioli de camarão ao molho do Chefe. As especialidades são servidas em contexto buffet entre as 12h30 e as 15h00.

Venha conhecer Sintra e não perca a oportunidade de desfrutar do Lawrence’s Hotel que é poesia e prosa, mistério e conforto, história e requinte.

Sobre este autor

Ana Leitão

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