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“Sinto que a Couto não é nossa, é uma marca de todos os portugueses”

Genuína e de sorriso no rosto, assim é Alexandra Matos Gomes da Silva, a mulher que trouxe uma nova vida à Couto. Como num jogo de xadrez Alexandra absorve, estuda, intui e arrisca, sem medo, porque é nesse mundo que se sente realmente confiante. O tempo é agora de nova mudança e de novos paradigmas para a Couto. Esta é uma história de sorrisos que a IN foi conhecer numa entrevista especial com a Diretora Comercial da Couto e também presidente do Conselho Executivo da Fundação Couto.

A Couto é uma empresa centenária reconhecida pela pasta dentífrica. Mas hoje é mais do que isso, que outros produtos desenvolveram?

A COUTO, SA comemorou neste ano de 2020, o seu 102º aniversário com o lançamento da sua loja online. A Couto é reconhecida como a empresa produtora da famosa Pasta Medicinal Couto, agora designada ‘Pasta Dentífrica Couto’, sendo o seu produto âncora. Temos ainda mais dois produtos o ‘Restaurador Olex’ e o ‘Petróleo Olex’, que surgiram nos anos 70 e que também ficaram na memória de uma geração pelos originais spots televisivos.

Além dos produtos anteriormente referidos a Couto produzia mais produtos, sendo um deles o ‘DEOTAK’, que em finais de 2016 mudou a sua designação para ‘Creme Desodorizante Couto’. O intuito foi dar uma nova dinâmica à marca COUTO.

Em 2017 foram lançados mais produtos, como o ‘Couto Creme de Mãos’, o ‘Couto Sabonete’ e o ‘Couto Crem Hidratante’. Em 2018, lançamos uma linha para homens que usam barba – o ‘Couto Champô para a Barba’ e o ‘Couto Óleo Condicionador para a Barba’ – e outra para o homem que não usa barba – o ‘Couto Creme para barbear’ e o ‘Couto After Shave’. Em junho de 2018 a empresa comemorou o seu centenário com a inauguração da sua Flagship Store na Rua de Cedofeita nº 330, no Porto e com o lançamento de uma linha cosmética comemorativa do centenário, inspirada no design e cores da sua ‘Pasta Dentífrica Couto’.

Nasceu assim a ‘Água de Colónia Couto’, uma colónia floral, fresca e sofisticada que mistura Neroli com a frescura do Manjericão, o ‘Sabonete Couto’, o ‘Gel de Banho Couto’, o ‘Leite Corporal Couto’ formulados com manteiga de karité e uma linha para homem composta pelo ‘Creme de Barbear Couto’ e o ‘After Shave Couto’ em bálsamo, uma fórmula não gordurosa, extra suave, com óleo extraído das sementes de chia.

Em 2019 lançamos um produto complementar à nossa ‘Pasta Dentífrica Couto’, o ‘Colutório Couto’ um elixir oral de uso diário para ajudar a manter a boca saudável e o hálito fresco.

No início do corrente ano lançamos o nosso primeiro produto para o rosto o ‘Creme de Rosto Couto’, uma emulsão de cuidado diário com colágeno vegetal, manteiga de karité e Esqualeno vegetal que deixa a pele do rosto fresca, macia e confortável.

Devido ao período pandémico que estamos a atravessar, e face à escassez de desinfetantes no mercado nacional, a Couto lançou o seu desinfetante, o ‘Desinfetante Couto’ um gel desinfetante de mãos com 70 por cento de álcool etílico e 3 por cento de glicerina, uma solução ideal para lavar as mãos de forma rápida, prática e eficaz.

Como se diferenciam os produtos da Couto dos demais do mercado?

Diferenciam-se pela imagem retro, pela sua composição e pela sua qualidade. A Couto só usa na composição dos seus produtos matérias primas certificadas de origem comprovada, quer vegetal, mineral ou sintética.

Com a inovação obrigatoriamente presente nos produtos, de que forma fazem prevalecer a metodologia mais artesanal que demarca os produtos Couto?

No embalamento dos produtos, a Couto necessita de mão de obra, bem como na colocação dos rótulos, na colocação em invólucros e, em alguns casos, no próprio enchimento. O próprio packaging dos produtos é artesanal.

Nos últimos anos a Couto teve um crescimento exponencial que lhe tem dado uma segunda vida. Para isso muito contribuiu o reposicionamento da marca num segmento vintage. Para além disso que outras estratégias levaram a este crescimento?

O crescimento deveu-se em grande parte ao lançamento de outros produtos cosméticos para consolidar a marca Couto como uma marca de produtos cosméticos e de higiene pessoal. Temos sempre o cuidado de não mexer no design da marca, apenas consideramos a introdução de elementos tradicionais portugueses, como o azulejo no design da marca Couto.

Além disso, um bom líder tem de saber o que se passa dentro e fora da empresa e eu gosto de comunicar com os clientes. Foi a ouvi-los que decidimos criar alguns produtos que têm sido um grande sucesso. Há ainda novas coisas já programadas para sair em breve.

Além disso a Couto foi também salva por uma história de amor. De que forma é que isso aconteceu?

A Couto, em 2004, mudou as suas instalações do Largo de S. Domingos no Porto para o Largo da Utic em Vila Nova de Gaia. Nesta altura trabalhava numa empresa familiar, empresa essa que foi a empresa escolhida pela Couto para montar o ar condicionado das suas novas instalações. Foi nessa altura que conheci o Sr. Gomes da Silva.

Encantou-me o facto de uma pessoa com mais 33 anos que a minha geração ter uma postura de vida e uma visão muito à frente da sua geração. Em 2016 casamos e é nesse mesmo ano que entro na vida profissional do Alberto, auxiliando-o na Fundação Couto e nas suas restantes empresas.

Há dois anos inauguraram a loja do Porto. Como tem corrido esta aposta?

A aposta foi uma aposta ganha desde o início. A Couto necessitava de ter um espaço onde pudéssemos dar a conhecer a sua história e onde os seus fãs pudessem experimentar e adquirir todos os seus produtos.

No ano passado ganhamos o ‘Prémio Inovação e Criatividade’ da Associação Portuguesa de Museologia e tivemos também uma Menção Honrosa – Marketing e Merchandising Cultural.

Este ano, devido à situação pandémica que o mundo atravessa, a Couto, SA sentiu necessidade de abrir a sua loja online para o mercado nacional, para os nossos clientes poderem ter o acesso aos nossos produtos, mais facilitado.

Ainda este ano iremos lançar a loja online para o mercado europeu e ilhas.

No ano passado ganhamos o ‘Prémio Inovação e Criatividade’ da Associação Portuguesa de Museologia e tivemos também uma Menção Honrosa – Marketing e Merchandising Cultural.

Para quando a abertura de uma loja em Lisboa?

É um dos nossos objetivos só que face a conjuntura atual não conseguimos prever, num futuro próximo, a sua concretização. Além disso, consideramos que estamos bem representados pelas lojas de comércio tradicional com os nossos produtos em Lisboa.

Conhecendo melhor a Alexandra Matos Gomes da Silva… O que a inspira e motiva diariamente enquanto mulher e profissional?

A Alexandra Matos Gomes da Silva é uma mulher dinâmica, e família, apaixonada e esposa, aberta a novos desafios. Sou inspirada diariamente pelo meu próprio marido, por todos profissionais que me rodeiam e pelas crianças com quem contacto diariamente na Fundação Couto.

Sou motivada pela história da Couto e pela história da Fundação Couto e das suas gentes – as crianças e toda a gente que ali trabalha. Sou motivada pela esperança de um futuro melhor a ser dado às crianças, ou seja, o que me motiva mesmo são as pessoas. É por elas que luto diariamente e que encontro motivação para acordar todos os dias com alegria e energia para dar o meu melhor. Há uma série de sentimentos que englobam as minhas inspirações. Quando temos vidas que dependem de nós, as inspirações passam a ser essas pessoas.

Sou motivada pela história da Couto e pela história da Fundação Couto e das suas gentes – as crianças e toda a gente que ali trabalha. Sou motivada pela esperança de um futuro melhor a ser dado às crianças, ou seja, o que me motiva mesmo são as pessoas.

Como se define enquanto empresária e gestora? De que forma os seus conceitos inovadores a tornam uma empresária única no mercado

Implacável, decidida, determinada, empreendedora e objetiva. Gosto de analisar e procurar soluções onde existem problemas. Ao longo da minha vida e de todas as minhas etapas profissionais sempre trabalhei com pessoas e sempre dei o melhor de mim para alcançar objetivos pessoais e coletivos. Não me considero uma empresária única, apenas uma mulher dedicada aos projetos e desafios que me são colocados.

Enquanto empresária, alguma vez se sentiu desvalorizada apenas por ser mulher?

No início da minha carreia, comecei por trabalhar numa área que era predominantemente masculina, era jovem e uma das poucas mulheres existentes nesse ramo. No entanto retirei uma enorme aprendizagem e benefícios para a minha carreira. Hoje trabalho maioritariamente com mulheres que me estimulam diariamente.

A determinação, competência e capacidade criativa são alguns dos muitos atributos que podem ser atribuídos a mulheres em cargos de chefia. Quais são, na sua opinião, as características diferenciadoras da liderança feminina?

Na minha ótica ninguém faz nada sozinho, para se ser um bom líder ou empresário devemo-nos rodear de bons profissionais e de uma boa equipa multidisciplinar para levar o ‘barco a bom porto’.

Se não estivesse rodeada de bons profissionais como a Diretora Técnica da Couto SA e pelas Diretoras Pedagógicas da Fundação Couto, teria sido muito difícil conquistar o que conquistamos até agora. Neste caso são mulheres, mulheres inspiradoras e trabalhadoras. Por trás de um grande homem existe uma grande mulher (grandes mulheres) e vice-versa.

Existe ainda a Fundação Couto. Fale-nos um pouco desta instituição. Existimos ao serviço da criança desde 1974, olhando apenas à sua dimensão humana, assegurando em instalações de excelência as valências de Creche, Jardim de Infância e ATL sem fins lucrativos. Alberto Ferreira do Couto e a sua mulher D. Maria da Conceição Ribeiro do Couto, mandaram construir em 1921 uma vivenda no número 2223 da Avenida da República em Vila Nova de Gaia, onde passaram a habitar até ao ano de 1963.

Com a mudança da família para o Porto, e tendo a única filha do casal falecido com 15 anos de idade, resolveram deixar a moradia desabitada à disposição da freguesia de Mafamude para ser utilizada como creche e infantário. Deu-se então início às obras de adaptação da vivenda para o seu novo destino tendo-se inaugurado em 1967 o que foi inicialmente
denominado ‘Regaço de Maria’.

Com o passar dos anos Alberto Ferreira Couto e a mulher decidiram constituir, em 1974, uma Fundação sem fins lucrativos com o objetivo de “prestar assistência a crianças pobres ou remediadas, sem olhar a ideias políticas ou confessionais, ou preconceitos de raça ou de cor das assistidas e seus familiares”.

Mais recentemente em 2005 procedeu-se a uma total remodelação quer dos espaços interiores quer dos espaços exteriores da Instituição. A Fundação Couto é onde dedico a maior parte do meu tempo e onde aprendo diariamente.

Tenho orgulho naquilo que construí e sublinho que sem as pessoas não faço nada. É devido a toda a equipa da Fundação que hoje somos uma referência e embora não seja fácil gerir uma casa destas é sempre muito gratificante. A Fundação Couto continua a crescer com novos projetos e mais dinamismo. Em breve teremos um Lar, que se localizará mesmo em frente do atual edifício da Fundação.

Alberto Gomes da Silva e Alexandra Matos Gomes da Silva

A Fundação Couto continua a crescer com novos projetos e mais dinamismo. Em breve teremos um Lar, que se localizará mesmo em frente do atual edifício da Fundação.

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