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Uma estrutura Associativa fortemente empenhada na defesa e no melhoramento da Raça Preta

Com o objetivo primordial de evitar a extinção desta raça e de explorar as suas potencialidades produtivas surge, em 1990, a Associação de Criadores de Bovinos da Raça Negra Ibérica, constituída por um reduzido número de criadores da região de Portalegre, a qual viria mais tarde a adquirir a sua atual designação de Associação de Criadores de Bovinos da Raça Preta.

Com o objetivo primordial de evitar a extinção desta raça e de explorar as suas potencialidades produtivas surge, em 1990, a Associação de Criadores de Bovinos da Raça Negra Ibérica, constituída por um reduzido número de criadores da região de Portalegre, a qual viria mais tarde a adquirir a sua atual designação de Associação de Criadores de Bovinos da Raça Preta.

Desde sempre que o movimento associativo desempenha um papel importante na promoção e defesa de setores específicos da produção, unindo contributos, somando experiências e pontos de vista, contribuindo para a obtenção de mais valias e a valorização final dos produtos comercializados.

No caso da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Preta esse aspeto reveste-se de particular importância por forma a podermos dar uma resposta concertada perante os obstáculos, e a informação muitas vezes errónea que vemos plasmada em diversos fóruns e, de um modo geral, na opinião público menos conhecedora da verdadeira realidade do setor em Portugal.

Acresce que o movimento associativo pode e deve ser também ele uma mais valia para os seus Associados porquanto devido à incrementação de estratégias adequadas e de uma carteira de players e parceiros tanto na compra como da venda, podem resultar dividendos relevantes resultantes, por exemplo, tanto de se conseguir comprar determinados produtos, estabelecer protocolos, ou até estar presente em espaços expositivos ou de divulgação, a um preço mais favorável – resultantes de um contexto de escala que uma Associação proporciona – como inclusive conseguir “influência” junto dos compradores, mas também dos decisores, com vista a alcançar os objetivos transversais e comuns a todo o setor.

Acresce que, integrar um movimento Associativo, como é o caso da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Preta, assume um especial relevo para os pequenos e médios produtores, que, fruto da união de esforços ganham um peso acrescido que individualmente não teriam e veem assim valorizado o seu importante papel em contexto de produção, valorização e comercialização da Raça Preta.

A Associação de Criadores de Bovinos de Raça Preta surge em 1990 com o propósito de preservar a raça e defender os interesses dos seus produtores.

A constituição desta organização, aliada ao profissionalismo e dedicação dos seus associados, tem permitido uma maior homogeneidade dos efetivos da raça e a implementação de novas linhas de trabalho, direcionadas para a sua conservação e progresso genético.

Atualmente estão inscritos na Seção de Adultos do Livro Genealógico da raça, cerca de 2500 fêmeas e 60 machos num total de 30 explorações.

Em tempos de globalização e de crescente competitividade com outros mercados, é necessário ter uma voz forte e ativa na defesa dos interesses dos criadores, e se a isso acrescentarmos o contexto pandémico em que o mundo se encontra, a Associação de Criadores de Bovinos de Raça Preta é o parceiro de excelência para fazer face aos novos desafios, tanto a nível nacional como internacional, e um parceiro que será tão mais forte quanto maior for o número de Associados que a integram. Daí a importância de todos contribuirmos para reforçar a Associação e angariarmos novos associados e novos parceiros.  

SOBRE A RAÇA BOVINA PRETA

A designação de “Preta” advém da cor da pelagem apresentada pelos animais desta raça.

Marcada por uma diversidade morfológica e fisiológica, que parece estar relacionada com as variações da influência de cada uma das raças que terão estado na sua origem os animais da raça Preta têm uma boa capacidade de acumulação e mobilização de reservas corporais, traduzida pela variação de peso e condição corporal ao longo do ano

Se no início do século passado os animais desta raça eram fundamentalmente utilizados para tração nas explorações agrícolas, atualmente a sua exploração está orientada exclusivamente para a produção de carne em regime extensivo, pois é-lhes reconhecido uma excelente adaptação às condições do habitat onde são criados.

Para além da sua notável rusticidade, outras características são frequentemente associadas à raça Preta destacando-se as elevadas taxas de fertilidade, boa capacidade maternal, a longevidade produtiva e a reduzida mortalidade de vitelos, quer ao nascimento, quer entre este e o desmame.

A diversidade de modelos de produção num universo de criadores muito limitado não permite estabelecer padrões de desenvolvimento dos animais da raça Preta. No entanto adianta-se que embora tenham uma velocidade de crescimento mais lenta do que os bovinos cruzados ou de outras raças, facilmente atingem o peso com que são abatidos, e que varia entre os 580 e os 650 kg.

A necessidade de melhorar a conformação da carcaça proveniente destes bovinos, tem constituído uma das principais preocupações da atuação da Associação que também tem visado a quantificação das características produtivas, que deverá ser encarada numa perspetiva de otimização dos sistemas de exploração, de aumento da sua eficiência produtiva, não descurando as vantagens associadas à rentabilização de recursos limitados e à sua importância na sustentabilidade do seu habitat.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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