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O CAMINHO PASSA POR AQUI, EM ALBERGARIA

Entre março e novembro, chegam a passar mais de mil peregrinos a Santiago por terras de Albergaria-a-Velha. Esta afluência de caminheiros foi, desde a primeira hora, uma das prioridades de Delfim Bismarck desde que integra o Executivo da Câmara Municipal. Integrando o Caminho Central Português de Santiago de Compostela, o segundo itinerário jacobeu mais importante da Europa já foi percorrido por importantes figuras da história, como a Rainha Santa Isabel, D. Manuel I e Francisco de Holanda. “Estas rotas de pergrinação têm um enorme potencial, não só no âmbito do contexto internacional do turismo religioso, mas também para a dinamização da economia local. É por toda esta envolvênvia que o Município está comprometido com a valorização do Caminho que por aqui passa”.

E como é que esse compromisso transparece para quem se aventura naquela que é, para muitos, a viagem de uma vida? Tornando a mesma o mais confortável possível aos peregrinos através da limpeza constante dos caminhos, da existência de uma sinalética visível e em bom estado e, o grande projeto do Município nesta área, através da criação de um albergue de peregrinos.

A antiga Casa dos Magistrados deu lugar ao Albergue de Peregrinos Rainha D. Teresa há cerca de quatro anos. Para o Executivo, a abertura de um albergue no concelho reveste-se de um significado especial, pois foi em Albergaria-a-Velha que a Rainha D. Teresa fundou a primeira albergaria para “pobres e passageiros” no século XII.

Este equipamento está integrado na rede de albergues existentes ao longo do Caminho Central Português de Santiago de Compostela e revela ser de grande importância estratégica, na medida em que a sul do Porto existem poucos albergues municipaos para receber os milhares de peregrinos que, anualmente, fazem este trajeto.

Além disso, o Município tem outras várias iniciativas pensando nos caminhos, como cursos para peregrinos e albergueiros.

Albergaria é município fundador da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago.

A Federação Portuguesa do Caminho de Santiago foi criada formalmente no passado mês de maio, unindo 60 entidades com o propósito de implementar uma estratégia e sinalética comum nestas vias de peregrinação, além do comprometimento a proceder ao levantamento e reconhecimento do percurso, no seu território, com bases em fontes históricas e científicas, em elencar pontos de interesse para o turismo e infraestruturas de alojamento, restauração de escolas e edifícios passíveis de reconversão em albergues e em proceder à limpeza e marcação do Caminho.

Delfim Bismarck refere que “Albergaria tem estado desde a primeira hora na criação da Federação e vê com bons olhos a uniformização de regras e normas no Caminho de Santiago”. O vice-presidente refere que este itinerário é “um potencial turístico e cultural cada vez mais relevante, que temos todo o interesse em dinamizar”.

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Jorge Teixeira

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