Mulheres Inspiradoras Opinião

EMPATIA E PAIXÃO: PRECISAM-SE.

Empatia e Paixão: os dois ingredientes de uma liderança no feminino. Soube-o mesmo antes de o saber.
Desde que tenho memórias, que o mundo das Pessoas e das Organizações trouxe consigo um especial fascínio. Pela complexidade, pelo lidar de emoções, pela surpresa, pelo dinamismo, pela criatividade, pela inconstância. Pela certeza de que, nessa realidade, não há dois dias iguais. Cresci algures entre a força da natureza de uma mãe empreendedora e o pragmatismo de um pai diretor de informática, quando ainda o mundo à minha volta estava longe de conhecer, e compreender, o seu alcance. Ambos líderes, no trabalho, na vida. De uma ética, sentido de missão e dedicação às suas causas, inabaláveis o que, confesso, facilitou sempre, ainda que nem sempre de forma consciente, o meu futuro.
Efetivamente muitas das nossas competências não surgem da escola ou faculdade que frequentamos, mas de toda uma experiência que nos é proporcionada e absorvida e que nos aguarda cá fora. Pela
família, pelos amigos, pelas opções das mais diversas atividades que escolhemos ao longo deste nosso percurso. Pelos locais para os quais escolhemos simplesmente olhar.
Todos nós conheceremos Pessoas em lugares de liderança, com currículos repletos de formações reconhecidas e experiência profissional invejável, mas que não serão suficientes para fazer emergir uma liderança inspiradora.
Aliás, por muitos discursos que possamos fazer, por muitos livros, artigos ou revistas reconhecidas que possamos ler para aprender mais sobre este tópico, por muitos cursos e workshops que venhamos a frequentar, temos de ter uma grande abertura para realmente aceitar e aprender a liderar com humildade
pessoas que vão saber sempre muito mais do que nós próprios sobre muitíssimos temas, e que terão necessidades e pensamentos diferentes. Muitas vezes gestos tão simples como apenas perguntar “Em que posso ajudar?” fazem, estou certa, toda a diferença.
Obviamente o nosso investimento contínuo no conhecimento do estado-de-arte da nossa área de negócio é fundamental para a função. Mais uma vez, como poderemos inspirar toda uma organização se não conhecemos as tendências mais recentes, se não procuramos incansavelmente os melhores exemplos que os outros “de fora” nos terão para oferecer?
Quem me conhece sabe. Os afetos, os carinhos, os abraços, a partilha, contam e muito. E isto é algo que não pode ser forçado, tem de ser sentido. Conciliar este papel com o papel de Mãe, pode ser desafiante, mas também reconfortante – são tantos e tantos exemplos em que estes papéis, e respetivas tomadas de decisão, se tocam. E nós, mulheres, assumimos na maioria das vezes uma liderança genuína, o que sem dúvida facilita toda esta conciliação.
Scott Fitzgerald um dia referiu “Ser atencioso é mais importante do que se estar certo. Muitas vezes do que as nossas Pessoas precisam não é de uma mente brilhante que fala, mas de um coração especial que as ouve”.
Assim é também liderar no feminino, algo que não se explica, sente-se, é genuíno. E uma coisa é certa, não se é líder por decreto, mas sim pelo exemplo e pelo carácter. E isso não se copia.

Sobre este autor

João Malainho

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