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Os desafios da região centro e a cooperação agroalimentar entre a EUROACE

Ana Palmeira de Oliveira, Presidente da AEBB – Associação Empresarial da Beira Baixa e cofundadora da empresa Labfit, aborda as experiências de cooperação no território EUROACE, enquanto Presidente da AEBB e empresária no AGROPOL.

Vários desafios se colocam na região centro a nível empresarial, mas, de toda a lista, Ana Palmeira de Oliveira destaca a escassez de recursos humanos, devido à baixa densidade populacional, e o custo de matérias-primas e da eletricidade, fruto da conjuntura económica mundial. A presidente da AEBB defende também a necessidade de um investimento numa ferrovia capaz de transportar pessoas e cargas de forma célere. “A ferrovia existe, no entanto foi recuperada com anos de atraso e com uma realidade que está desfasada das necessidades das empresas, ou seja, é lenta, não tem quantidade e qualidade de comboios necessária para dar resposta às pessoas e às empresas.”

Relativamente à ligação empresarial entre Portugal e Espanha, Ana Palmeira de Oliveira não tem dúvidas de que as empresas portuguesas devem olhar para o mercado espanhol como uma oportunidade de se internacionalizarem e expandir o seu nicho de mercado. “Na minha perspetiva há um trabalho a ser feito de interface entre associações empresariais dos dois lados da fronteira, para a promoção do conhecimento da oferta empresarial de parte-a-parte. Há, por isso, uma oportunidade para reforçar essas redes, através das associações empresariais que trabalham em Portugal e em Espanha, na Extremadura, permitindo o conhecimento das empresas e promovendo o negócio e cooperação entre elas.”

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A cooperação da EUROACE no setor agroalimentar

O projeto AGROPOL, levado a cabo pela Comissão Europeia DG AGRI, teve como missão estudar o desenvolvimento de um modelo transfronteiriço no setor agroalimentar, com o objetivo de identificar fatores-chave para a cooperação agroindustrial inter-regional que impulsionassem a economia rural.

O consórcio do projeto escolheu uma abordagem “learning by doing” e desenvolveu duas estratégias agroalimentares transfronteiriças em duas áreas europeias diferentes, uma na Eurorregião EUROACE – Alentejo, Centro, Extremadura – e outra na região fronteiriça austríaca-eslovena.