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Pandemia deixa 211 mil portugueses a depender do RSI

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O Instituto de Segurança Social registou, entre fevereiro e julho, mais de 12 500 beneficiários do Rendimento Social de Inserção. Quase um terço são crianças.

Os números tinham vindo a baixar desde abril de 2018, mas a COVID-19 veio alterar tudo. Desde fevereiro que o agravamento das situações de pobreza das famílias e a flexibilização dos pedidos de apoio fizeram aumentar o número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI).

O Instituto de Segurança Social registou, entre fevereiro e julho, mais cerca de 12 500 beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), noticiou o jornal ‘Público’. Cerca de um terço são menores de 18 anos.

O número de beneficiários do apoio – destinado a pessoas em pobreza extrema – passou de 199 160, em fevereiro, para 211 659, em julho, depois de ter estado em queda nos últimos dois anos: em abril de 2018 havia 222 mil beneficiários.

O apoio pode ser pedido por quem tem residência em Portugal e está em situação de pobreza extrema, mas durante a pandemia algumas regras foram tornadas mais flexíveis, o que pode ter contribuído para o aumento do número de pedidos. Até porque a tendência, desde abril de 2018, era de descida no número de beneficiários desta prestação social.

O distrito do Porto é aquele que reúne mais beneficiários (57 352), seguido de Lisboa (40 544) e Setúbal (21 048). As crianças (até aos 18 anos) são a faixa etária com a maior percentagem de beneficiários (32,4%), seguido das pessoas com mais de 50 anos (28,4%).

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Jorge Teixeira

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