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Leilões Paraíso, 50 anos de confiança e transparência

A Agência de Leilões C. Paraíso comemora este ano meio século de história. Tal longevidade no mercado construi-se através de uma forma de estar diferenciada, sempre trabalhando com o máximo rigor e colocando os clientes como a principal prioridade. António Florindo, diretor da empresa, falou-nos do percurso que levou a C. Paraíso a ser uma referência no setor dos leilões.

Como pode resumir o meio século de história da Agência de Leilões C. Paraíso?

Meio século de história é ilustrativo dos valores que norteiam a nossa empresa: resiliência, esforço e dedicação na satisfação dos nossos ‘Clientes’, paralelamente ao compromisso de crescimento sustentável e equilibrado no mercado onde atuamos.

Os desafios a que fomos sujeitos ao longo destes 50 anos, e a sua superação, demonstram bem a vontade e empenho no trabalho desenvolvido, possível apenas pelo ‘vestir da camisola’ de todos os que aqui prestam o seu trabalho.

Antes de um leilão, há muito trabalho por detrás. Desde a avaliação à venda, em que consiste esse trabalho?

O compromisso que assumimos com os nossos ‘Clientes’ subdivide-se na realidade em 4 aspetos relevantes:

– Reunião e apreciação de toda a documentação do bem objeto de leilão nomeadamente, licenças, cadernetas prediais, certidões, eventuais contratos de arrendamento, receção do bem e verificação do seu estado, entre outros que no caso concreto se verifique;

– Avaliação do bem à luz dos valores de mercado e métodos comparativos, de forma a fornecer ao ‘Cliente’ todos os elementos necessários à sua tomada de decisão;

– Publicidade do leilão através de canais de abrangência nacional – jornais diários, por exemplo – distribuição de flyers, anúncios online e newsletter para a nossa plataforma digital;

– Realização do leilão, em qualquer das suas modalidades, e acompanhamento do ‘Cliente’ até efetiva concretização da aquisição.

– Como poderão constatar, 80 por cento da nossa colaboração desenvolve-se antes do dito ato de leilão.  

Como funcionam os vossos leilões? Fazem a qualificação de quem participa nos leilões?

Depende dos leilões a que nos referimos. Assumindo a realidade mais comum atualmente – leilão eletrónico – disponibilizamos através do nosso site www.cparaiso.pt uma plataforma totalmente segura para que todos possam licitar com segurança e transparência.

Existe um cuidado especial na avaliação e seleção dos interessados em subscrever o nosso site, de forma a reduzir ou eliminar potenciais situações de fraude, com o respetivo tratamento confidencial dos dados que nos são facultados.

Os artigos leiloados são todos adquiridos pela C. Paraíso ou fazem apenas de intermediário?

A Leiloeira C. Paraíso não adquire qualquer bem objeto de leilão.  É o canal de venda desses bens, propriedade dos seus ‘Clientes’.

Quais as vantagens de vender e comprar um bem em leilão?

No que concerne à venda de um determinado bem em leilão realizado pela C. Paraíso, o nosso ‘Cliente’ fica desonerado de qualquer ato para atingir o seu objetivo, isto é, todo o trabalho de promoção, divulgação e venda fica a cargo exclusivo da C. Paraíso. Por esse motivo, consegue potenciar e alcançar muitos interessados que, de outra forma, não saberiam da existência do bem e, por maioria da razão, não seriam compradores.

Quanto às vantagens na aquisição de um bem em leilão realizado pela C. Paraíso, verificamos ao longo dos anos que a reconhecida seriedade da nossa empresa colhe os seus frutos: os interessados procuram obviamente bons preços, mas é nossa convicção que nada supera a confiança. E essa é a vantagem, para além dos preços competitivos, que a C. Paraíso oferece nos seus leilões.

Um imóvel comprado em leilão tem as mesmas regalias de seguros e garantia? 

Os imóveis adquiridos em leilão realizado pela C. Paraíso são exatamente iguais a qualquer outro adquirido por qualquer outra via. Isto é, existindo algum ónus como por exemplo contrato de arrendamento ou usufruto, são os mesmos devidamente documentados e objeto de análise pelos interessados, antes de qualquer proposta. 

Como é que a pandemia afetou o vosso trabalho e como se adaptaram à nova realidade?

A realidade que vivenciamos atualmente é mais um desafio à nossa empresa, mas, acima de tudo, à sociedade tal como a conhecíamos.

Embora as projeções económicas para os próximos anos sejam menos positivas, a C. Paraíso teve um ano de 2020 em claro crescimento e antevê um ano de 2021 ainda melhor.

A maioria dos nossos leilões incidem sobre bens imóveis e, embora sujeito a correções de preço inevitáveis, é um mercado que os portugueses continuarão a explorar porquanto é seguro, ‘palpável’ em detrimento de ações ou investimentos financeiros, e com oscilações pouco acentuadas.

Esta nova realidade veio trazer uma maior aposta nos meios digitais?

Na verdade, antes da pandemia já era o canal preferencial da C. Paraíso, e no qual investimos bastantes recursos para fornecer o melhor serviço aos utilizadores, potenciando assim as vendas dos nossos ‘Clientes’.

A C. Paraíso é uma das empresas fundadoras da Associação Portuguesa de Estabelecimentos de leilão (APDEL). Como está atualmente o Mercado Leiloeiro? Em que consiste a regulamentação deste mercado? Há pontos que podem ser melhorados?

Historicamente, os leilões sempre estiveram presentes na sociedade civil, utilizados para transações e negócios. Desde 2010, assumiram um papel fundamental no palco nacional por força da crise que atravessamos, nomeadamente com a celeridade necessária à liquidação das massas insolventes.

Nesse contexto, e apesar das evoluções constantes, é nosso entendimento que ainda existe um longo caminho por trilhar, mormente na rigorosa distinção entre a nossa atividade e a de mediação imobiliária, análise crítica à atividade e formações anuais para aqueles que desenvolvem a sua atividade nesta área.

Paralelamente, urge adotar medidas que coloquem em igualdade de circunstâncias as ditas tradicionais Leiloeiras e a plataforma desenvolvida pela OSAE. Isto porque, temos vindo a ser confrontados com a imposição – ilegal – de recurso àquela plataforma em detrimento das Leiloeiras que a APDEL representa.

Nessa medida, torna-se necessária a regulamentação aprofundada deste sector, de forma a potenciar ainda mais o seu contributo empresarial e económico.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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