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Estremoz, onde o tempo se perde de vista

Terra de olivais, vinhas, mármore, tradição à mesa, em Estremoz o tempo é largo, como o horizonte alentejano. E apetece estar. Apetece ficar. Embora de passagem, em Estremoz o caminheiro deve apreciar este troço com calma e tempo.

Chamam-lhe a “cidade branca” do Alentejo, não só pelo seu antigo casario monocromático, mas também pela forte ligação à produção de mármore. E se isso traz alguma calma e luz para as ruas do Centro Histórico de Estremoz, que tal não se confunda com palidez de caráter. Pelo contrário. Cidade castelar de vinhas e olivais, Estremoz é sinónimo de tradição e legado, mas também de caminho desbravado e punho firme.

Até Santiago o caminho ainda será longo. O caminho de Estremoz vem de Évora e entra no concelho por Évora Monte, junto a uma Ermida da Nossa Senhora do Carmo, onde os dois concelhos estão separados. A partir daí seguimos em volta através de um caminho fresco, com muita vegetação e muita água – via norte. Por aqui o caminheiro pode pernoitar no Monte da Fazenda, um pequeno turismo rural da artista plástica Gabriela, que faz um desconto especial ao peregrino.

De Évora Monte até Estremoz o caminho atravessa um património natural ímpar. Entramos em Estremoz pelo Castelo, no bairro de Santiago, mandado construir por D. Afonso IV e desse bairro entramos no castelo de Estremoz, onde se pode visitar o santuário da rainha Santa Isabel, construída no quarto onde ela faleceu.

Perto do castelo o caminheiro pode visitar o Museu Municipal de Estremoz, que alberga a mais interessante coleção de Bonecos de Estremoz – Património da Humanidade desde 2017. Em terra de mármore, a geologia é prato forte e chegando ao Rossio, podemos conhecer mais da geologia do concelho no Centro da Ciência Viva, onde são também disponibilizados quartos a um preço simbólico, para além disso há outros espaços hoteleiros.

No Rossio pode visitar a Igreja de S. Francisco de Estremoz, um antigo convento, onde o peregrino tem também o centro de ciência viva que trata da geologia do concelho e tem o Museu Berardo de Estremoz que abriu há menos de um ano e alberga a maior coleção privada de azulejos do mundo e que conta 800 anos da história do azulejo.

De Estremoz até Sousel o caminheiro faz o caminho entre algumas pastagens onde se alia o património natural ao património imaterial e ao património construído pelas gentes de Estremoz. Este é um caminho com uma identidade muito própria, e deixamos já a ressalva de que é impossível sair de Estremoz sem levar uma garrafa de vinho, um boneco de Estremoz e comer bem, aliás, muito bem.

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