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Um Caminho para se viver a história de Viseu

“Antiqua et nobilissima”, o lema do brasão da cidade reflete a antiguidade de Viseu… Os monumentos locais são uma fonte de descoberta não só da história da cidade como também do país.

O Caminho Português Interior de Santiago (CPIS) é uma das antigas rotas portuguesas, que liga Viseu a Chaves, atravessando os municípios de Viseu, Castro Daire, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Chaves, cruzando a fronteira e ligando à Via da Prata. Este Caminho é detentor de uma beleza natural impressionante, merecendo destaque as zonas montanhosas, os vales e o Douro Vinhateiro, Património da Humanidade.

O CPIS foi o primeiro itinerário português classificado como Rota Cultural Europeia, selo atribuído pelo Instituto dos Itinerários Culturais do Conselho da Europa. Recentemente, foi submetido requerimento para a Certificação Nacional desta via de peregrinação a Santiago de Compostela, ao abrigo do DL 51/2019.

No município de Viseu, o CPIS atravessa cerca de 40kms do território (nas freguesias de Farminhão, S. Cipriano, S. Salvador, Viseu, Abraveses, Campo, Lordosa e Calde), inserindo-se, maioritariamente, em zona rural, atravessando também o núcleo urbano de Viseu. O troço cruza paisagens florestais, agrícolas e rurais, merecendo destaque as zonas ribeirinhas e serranas, além de diversos exemplares de património histórico-cultural como alminhas, capelas, igrejas, estradas romanas, entre outros. Do núcleo urbano de Viseu, destaca-se o centro histórico, repleto de monumentos singulares, de diferentes estilos artísticos.

A Catedral de Viseu é um dos mais importantes patrimónios da cidade, com relevo na História de Portugal. As janelas renascentistas e manuelinas da Catedral e a arquitetura barroca são alguns dos exemplos da abundância de atividade artística em Viseu, já para não mencionar o grande mestre Vasco Fernandes, a quem o Museu Grão Vasco deve o seu nome. No concelho de Viseu há muito a conhecer: o Painel de Azulejos do Rossio, a Porta do Soar, a Cava de Viriato, a Estrada Romana de Pousa Maria, entre outros.

Viseu é também conhecida como a cidade-jardim, e os habitantes locais têm particularmente orgulho neste título e nos numerosos espaços verdes que a cidade tem para oferecer. Já no que diz respeito a espaços para se pernoitar, tradicionalmente, o Peregrino fica alojado em albergues, com as condições básicas de alojamento, correspondendo ao “ideal” do peregrino – viver apenas com o essencial – cama, instalações sanitárias e espaço para refeições.

No município, estão ao dispor os Albergues de Farminhão, Fontelo (Viseu) e Almargem. Em paralelo, existem muitas outras ofertas de alojamento na cidade.

Atualmente, o município de Viseu integra as candidaturas às Linhas de Apoio à Valorização Turística do Interior e ao Turismo Acessível, no âmbito do Programa Valorizar.

Estas candidaturas têm como objetivo qualificar e valorizar o percurso do CPIS, enquanto rota supramunicipal de walking & cicling, bem como torná-lo num produto turístico apto para uma fruição plena, segura e com um elevado grau de autonomia por parte de públicos com necessidades especiais ao nível da visão e da audição.

www.cm-viseu.pt

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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