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Educação com valores para potenciar as aptidões de cada aluno

O Colégio João Paulo II foi fundado em setembro de 2006 e nasceu da visão e vontade de desenvolver um Projeto Educativo ao serviço das famílias e da sociedade. Trata-se de um projeto único, com instalações de excelência, que faz do seu projeto educativo e da qualidade e dedicação dos seus colaboradores as suas maiores forças.

Com um percurso de 15 anos, o Colégio João Paulo II tem atualmente dois polos na cidade de Braga e um na cidade de Vila Real, adquirido neste ano. Este projeto nasceu da vontade e visão de se desenvolver um projeto educativo ao serviço das famílias e da comunidade, assumindo o compromisso efetivo de dar corpo à nobre tarefa de educar para os valores, criando assim condições de equilíbrio entre o conhecimento, a compreensão, a criatividade e o sentido crítico. Em entrevista, a direção do Colégio, dirigia por Fernando Fidalgo, apresentaram à IN o Colégio e as suas diferenciações.

Criado em 2006 pela a ASDPESO – Associação para o Desenvolvimento Pessoal e Social, como tem sido o desenvolvimento e crescimento do Colégio João Paulo II até aos dias de hoje?

Desde há 15 anos o sonho do Colégio João paulo II, tem vindo paulatinamente a ser realizado. Através de um crescimento sustentado. Começamos em Dume, há 15 anos e desde há 6 anos que nos deparamos com listas de espera imensas, daí que há 3 anos complementamos a nossa oferta com a aquisição do outrora chamado Colégio das 7 fontes – hoje Colégio João Paulo II pólo 7 fontes. E este ano com a constituição do pólo em Vila Real, enriquecemos a nossa casa, com mais uma região a poder usufruir dos nossos serviços.   Este crescimento só foi possível pelo reconhecimento que o CJPII mereceu da sociedade. O Colégio João Paulo II perfez quinze anos de existência no início do presente ano letivo, sendo por isso uma instituição muito jovem que, apesar disso, já conseguiu afirmar e consolidar uma identidade própria. O colégio assume a sua origem católica e integra, na sua visão pedagógica, a formação para os valores (transversal a públicos de diferentes credos), ao mesmo tempo que acompanha as transformações que vão ocorrendo na sociedade.

O Papa João Paulo II é, certamente, um dos Papas mais acarinhados de sempre. Que história deixou no legado do Colégio João Paulo II, e que valores deixados por João Paulo II ainda perduram?

O Colégio João Paulo II olha para o aluno por um prisma diferente do adotado pela generalidade das escolas, centrando as suas preocupações na sua formação e educação constantes. Como já foi dito, para nós, cada aluno é único, sendo por isso muito mais do que o resultado do seu aproveitamento escolar. Cá, tendo em conta a tradição cristã, faz-se uma grande aposta na sua formação integral. São diversas as reflexões que lhes proporcionamos, sobre temas atuais e oradores destacados, e constantes as participações em iniciativas de voluntariado. Além disso, inspirados pela vida de S. João Paulo II, patrono da instituição, o desporto, o teatro, a comunicação e a ciência são também áreas basilares no nosso projeto educativo. Além da parte académica os nossos alunos têm uma vertente extracurricular muito rica e completa. A entrega das nossas equipas a estevideário e ao serviço dos nossos meninos são a matriz educacional pretendido por S. João Paulo II.

Qual a oferta formativa do Colégio João Paulo II?

O CJPII é um colégio muito familiar, com um máximo de 24 alunos por turma, onde todos se conhecem e que tem projetos muito envolventes. Adotamos os currículos oficiais em vigor e adicionamos-lhes tudo aquilo que se entendeu como essencial para os enriquecer. Nesse sentido, fomos buscar novidades a colégios estrangeiros de referência, italianos, espanhóis e americanos, e construímos um projeto próprio. Os alunos têm expressão dramática, canto coral, empreendedorismo, formação cívica, horas extra a matemática e português, expressão oral, inglês diário, certificado pela Universidade de Cambridge, acesso a tecnologias, teatro, mais desporto, clubes de ciência, clubes de línguas, oratória, matemática recreativa, música, cidadania, filosofia para crianças, etc…, tempo para estudar e tempo para brincar. No fundo, uma formação completamente diferenciada, que nos permite afirmar, com toda a certeza, que, no final do percurso, os nossos alunos estarão na linha da frente.

Pedagogicamente, o Colégio João Paulo II é um projeto interessante e inovador, com características diferenciadoras. Aqui pretende-se facultar aos alunos uma formação integral, que harmonize o desenvolvimento equilibrado de todas as potencialidades da pessoa humana e que promova as competências necessárias para que os nossos alunos sejam capazes de enfrentar um futuro em rápida mudança. Nesse sentido, no nosso projeto curricular, além das atividades do currículo nacional, estão incluídas outras atividades atrás referidas, e, que julgamos fundamentais. É importante referir que todas estas atividades fazem parte dos horários das turmas e já estão incluídas na propina, privilegiando o ser e o saber.

Com a mudança dos tempos, é também necessário adaptar as metodologias de ensino para os novos tempos? Como fazem essa adaptação e acompanhamento das novas necessidades das crianças?

Apostamos em metodologias muito próprias que são transmitidas dos professores mais experientes para aqueles que chegam de novo à nossa casa.

A relação professor-aluno, muito próxima, é fundamental.

A formação contínua de todos os nossos profissionais é fundamental e também apostamos muito nisso;

O CJPII é muito dinâmico, apostando em projetos novos, ano após ano, mantendo-se, sempre, na vanguarda. Este ano, por exemplo, tornámo-nos numa escola Diploma Dual, permitindo aos nossos alunos, complementar o seu ensino secundário com o ensino secundário norte americano, e numa Apple Education School, ao iniciarmos um projeto piloto no sétimo ano, em que os alunos utilizam, como ferramenta educativa de sala de aula, um tablet.

Uma educação de valores que valoriza cada vez mais a parte técnica e funcional. Esta é a essência do vosso projeto educativo?

Segundo estudos internacionais, em 2030, cerca de 80% dos empregos que conhecemos atualmente não vão existir. É evidente que não adianta formatar alunos. O futuro deles será muito diferente da atualidade. Respondendo mais concretamente à sua questão, considero que o Colégio João Paulo II se distingue precisamente porque procura desenvolver nos seus alunos competências que lhes serão fundamentais, como o pensamento crítico, a resiliência, a comunicação, o trabalho em equipa, a criatividade, a superação da frustração, a capacidade de resolver problemas complexos ou a adaptação à mudança. É neste sentido que trabalhamos diariamente. Sei que são objetivos ambiciosos, mas tenho certeza de que tenho uma equipa pedagógica que se envolve e continuará a envolver ativamente na sua prossecução.

O Colégio João Paulo II corresponde a um modelo de escola que, inspirados nos valores da tradição, parte com determinação rumo ao futuro. Como em qualquer setor de atividade, tem de se estar sempre atento à novidade; não à novidade que vem desfazer o que está feito, tendo sido esse um dos grandes erros da nossa educação, mas considerando que o saber só existe como tal quando é passado de geração em geração, acrescentando cada um de nós, sucessivamente, algo mais. Para além do ensino formal e formatado para os exames, típico da maioria das escolas, temos procurado sensibilizar os alunos para a importância dos chamados softskills, procurando ensiná-los a usar a razão na multiplicidade das suas formas, preparando-os para uma sociedade em mudança, em que o diferencial estará na preparação de cada um para nela atuar», acrescenta. A instituição pauta ainda a sua intervenção por uma missão única, que defende um projeto educativo de excelência para o século XXI, uma perspetiva construtiva e inovadora, uma oferta educativa a longo prazo e equipamentos e instalações de grande qualidade

O Colégio João Paulo II inaugurou neste ano um novo polo, em Vila Real, criando 45 postos de trabalho. Qual o balanço deste investimento? Sendo a casa mãe de Braga, quais as razões para investir em Vila Real?

O investimento em Vila Real, cada dia que passa, embora esteja no primeiro ano de vida, ou mês, revela-se já uma boa aposta. Foi uma oportunidade que nos foi dada pelo antigo dono do Colégio da Boavista que andava à procura de um parceiro credível para continuar aquele projecto que já dura há 97 anos. Chegamos a acordo porque vimos que havia condições e mercado em Vila Real para acolher o nosso projecto. E razão nos foi dada pois logo no primeiro ano temos cerca de 225 alunos.

Como são fomentadas as atividades extracurriculares, cada vez mais importantes para o desenvolvimento dos alunos?

Terminadas as aulas, os alunos ainda podem dedicar-se, sem sair da nossa casa, a algumas atividades extracurriculares que os completem.  Estas atividades permitem o desenvolvimento de diversas competências menos exploradas em contexto escolar. O Colégio disponibiliza uma Academia, formada por seis escolas (Artes, Desporto, Línguas, Pais e Avós, Escola do Ser e do Saber) que é responsável pela organização de todas as atividades extracurriculares, que se constituem como um pilar da formação dos alunos. Neste campo, destaco a enorme aposta que temos feito no desporto. Hoje, são centenas os alunos que, nas nossas escolas, praticam ropeskipping, karaté, ginástica acrobática, voleibol ou futebol. Queremos crianças e jovens com mente sã e corpo são. Não tenho dúvidas de que tem sido este modo de olhar a educação que tem trazido, todos os anos, novas famílias para a nossa família.

Todos os anos atribuem Bolsas de Excelência, pagando todas as propinas do curso que o aluno premiado irá frequentar no Ensino Superior. Qual a importância desta iniciativa?

É fundamental associar a educação à sociedade, já que a educação é um projeto social, acompanhando e influenciando de forma determinante o desenvolvimento do homem, nunca esquecendo a sua missão de o preparar para a sociedade e para lidar com os desafios do futuro.

Desta forma, a educação torna-se igualmente a base do desenvolvimento económico e social de um país, o que a obriga a estar em constante adaptação face às exigências do progresso científico e tecnológico.

No entanto, o papel da educação e da escola não passa exclusivamente por um processo académico de ensino e de aprendizagem, já que deve garantir a formação integral de um cidadão, construindo não apenas conhecimentos, competências e habilidades, mas também valores.

Foi neste contexto que o Colégio João Paulo II decidiu atribuir o Prémio Bolsa de Excelência, reconhecendo o papel decisivo da educação no pleno desenvolvimento das capacidades do indivíduo e defendendo a importância da participação cívica e dos valores ao longo da vida. Visa marcar também exemplos que constituam referências para os demais alunos. Pretende promover uma educação através da qual todos os alunos possam atingir o máximo das suas capacidades, reconhecendo, valorizando e premiando uma cultura do saber, do saber-ser, do saber-estar e do saber-fazer.

O Prémio Bolsa de Excelência é atribuído, anualmente, a um dos alunos que tenha concluído o 12.º ano de escolaridade no Colégio João Paulo II.

Destina-se a galardoar o aluno que, de uma forma global, tenha revelado um excelente desempenho ao longo de todo o percurso escolar, destacando-se dos demais e constituindo por isso um exemplo e uma referência para os outros.

O Prémio Bolsa de Excelência consiste no pagamento do valor total das propinas do curso que o aluno frequenta tendo por referência o número de anos letivos correspondente à obtenção do grau de licenciado (1.º ciclo), numa instituição de ensino superior portuguesa, pública ou privada.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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