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Editorial | Edição 33 | dezembro 2022

Chegados ao final do ano, e antes de nos projetarmos em 2023, é altura de olhar para trás para 2022. Fazemo-lo quando, por exemplo, partilhamos nas redes sociais as habituais listas com as nossas preferências artísticas. E são a arte e a cultura que tantas vezes nos pacificam e reconciliam com o que está à nossa volta.

Este foi o ano em que a guerra regressou à Europa, a conjuntura económica colocou desafios enormes às nossas empresas, o futebol deu mais uma vez provas de ter perdido a magia de outros tempos, e nos despedimos de tantas pessoas singulares.

A “Palavra do Ano”, uma iniciativa que elege aquela que foi a palavra para os portugueses em 2022, leva este ano a votos palavras cuja conotação é em todos os casos negativa. É um pequeno concurso, mas se quiséssemos ler nele a representação do que foi para os portugueses o ano de 2022, algo que a iniciativa naturalmente não pretende, a impressão seria negativa.

Para 2023 a nota é de resiliência. Persistir nos compromissos que assumimos, como nos ensinam os testemunhos de empresários e empresas de sucesso que partilhámos ao longo do ano na revista. Afinal saber permanecer é uma “arte” que devemos cultivar em todas as esferas da nossa vida.   

Resiliência é também a expressão escolhida por António Saraiva, presidente da CIP. Na crónica que assina nesta edição acredita que essa não faltará às nossas empresas para ultrapassar mais esta crise.

No Ano Novo prometemos continuar a publicar o que de melhor se faz no nosso tecido empresarial, divulgar o património e cultura do país, partilhar percursos profissionais e pessoais de mulheres inspiradoras e a visão de quem politicamente nos lidera. A este propósito destaco a preocupação deixada pela Secretária de Estado da Igualdade e Migrações, na entrevista que nos concedeu para esta edição, em continuar a criar condições para que quem nos procura para aqui viver encontre “um país inclusivo, que abraça e respeita a diferença e se enriquece com ela”.

É sempre importante deixar uma nota positiva, não por ser Natal, mas porque foi sempre esse o tom deste espaço, desde que o assumi – continuar a procurar a beleza, por mais que ela teime em esconder-se. A perseguição incessante pelo equilíbrio, pela coerência, com toda a delicadeza possível.

Como se diz no icónico filme Casablanca, estreado em plena guerra, e que acaba de completar 75 anos, “Play it, Sam”. Entremos no Ano Novo com lucidez, mas também com a energia necessária para enfrentar os desafios. Estes são os votos da nossa equipa.