Ciência e Tecnologia Covid-19 Cultura Notícias

Já não sabe o que fazer na quarentena? Prepare-se para ouvir música em 8D

Tem de ter auriculares, a funcionar corretamente e nos dois lados, e tem de os usar para ouvir. Estamos a falar da música 8D, a primeira a ser ouvida pelo cérebro humano em vez dos ouvidos. Confuso? A IN explica.

Seguramente que, ao fim de duas semanas de estado de emergência, o leitor já esgotou a criatividade quanto a atividades para fazer em casa, enquanto não está a trabalhar. Pois saiba que esta solução que a IN Corporate lhe propõe até pode ser feita durante o horário de teletrabalho.

Basta então ter um dispositivo informático ou um telemóvel com acesso à internet e com as colunas de som ativas e, muito importante, phones. Os auriculares são cruciais e, por isso, também têm de estar funcionais, com o som a sair dos dois lados.

Agora basta aceder ao YouTube ou ao Spotify e pesquise por música 8D. Vai encontrar, por exemplo, muitos hits do momento de artistas como Billie Eilish, Beyoncé, Camila Cabello, Ariana Grande, Dua Lipa e Ed Sheeran, bem como outros temas mais antigos em 8D.

A 8D é uma tecnologia que provoca um tipo de som diferente, que parece andar de um lado para o outro na nossa cabeça, em vez de estar a ser emitido diretamente para o ouvido direito e o esquerdo através dos headphones.

Mas mais do que perceber lendo a descrição, tem de experimentar e ouvir.

A IN recomenda que comece com a versão do grupo de performance vocal Pentatonix da música ‘Ilomilo’, de Billie Eilish. Esta nova música dos Pentatonix foi toda composta com a tecnologia 8D.

De seguida, avancem para a versão do mesmo grupo de uma das melhores músicas de sempre: o tema ‘Bohemian Rhapsody’, dos Queen.

Quanto aos hits remasterizados, a icónica canção ‘Nothing Else Matters’, dos Metallica, fica ainda mais brutal em 8D.

E para este texto não ficar uma playlist, terminamos com ‘Only Time’, da Enya, que fica particularmente etéreo com esta tecnologia.

A música 8D tem tido muita adesão recentemente, mas não foi propriamente criada agora. A técnica data dos anos 80, do século XX, sendo conhecida como ambisonic. Foi descoberta pelo argentino Hugo Zucareli, que demonstrou na sua pesquisa que os humanos não escutam de maneira linear, mas que localizam os sons em espaços com 360º. 

As músicas em 8D foram criadas para oferecer uma experiência envolvente, algo parecido com o que ocorre na realidade virtual. A técnica é, por isso, muito utilizada nos videojogos. O efeito é conquistado ao manipular as ondas de som para que elas soem como se viessem de múltiplas direções. Quando se produz o áudio, é possível construir uma música em movimento, para criar a impressão que o som se move ao redor do ouvinte.

Agora que já tem esta dica, a IN deseja a todos os seus leitores um bom desfrute de músicas em tempo de quarentena. Em 8D, de preferência.