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Algarve recupera com a ajuda dos britânicos

As reservas turísticas para setembro e outubro no Algarve aumentaram 723% nos últimos dias, disse um dos maiores operadores britânicos de férias de praia.

Foi em junho que o Reino Unido introduziu a necessidade de cumprir uma quarentena de duas semanas, por causa da COVID-19, a quem regressasse de determinados países. Portugal só saiu dessa lista a 19 de agosto e as mudanças já são visíveis.

As reservas turísticas para setembro no Algarve aumentaram cerca de 13%, sendo que o mercado britânico – habitualmente forte naquela região – teve “um peso substancialmente grande”.

“Passamos de 50% para 63% em três dias, o que significa um aumento de cerca de 13%. Embora não seja apenas um aumento do mercado britânico, este tem um peso substancialmente grande”, disse à agência ‘Lusa’ João Soares, dirigente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) no Algarve.

As reservas britânicas estendem-se até outubro, tendo a procura por Portugal tido um aumento de 723% nestes últimos quatro dias, segundo disse On The Beach, um dos maiores operadores britânicos de férias de praia, ao ‘Jornal de Notícias’.

Entretanto a companhia aérea low-cost Ryanair anunciou o aumento de voos entre o Reino Unido e Faro, passando a ter 14 voos semanais.

Na opinião de João Soares, também diretor do conhecido Hotel Dom José, em Quarteira (Loulé), “da mesma forma que o mercado britânico contagiou outros mercados negativamente, agora acaba por contagiar positivamente, porque ao vir para o Algarve acaba por trazer confiança a outros países e mercados do norte da Europa”.

O dirigente regional da associação – que representa mais de 60% dos hoteleiros nacionais – adiantou que depois da reabertura do corredor aéreo com o Reino Unido, os empresários aguardam que a Irlanda tome idêntica decisão.

“Sendo os irlandeses o nosso segundo mercado no período da época intermédia/baixa, era muito importante que tomassem a mesma decisão do Reino Unido”, destacou.

O Algarve foi a zona do país que mais sofreu com a pandemia e estas reservas dão um novo fôlego. “Não é um aumento que resolva os problemas da região, como é óbvio, porque a maioria da hotelaria está entre os 50% e os 70% abaixo do ano passado, mas vai ajudar, certamente, a mitigar, pelo menos, o fecho dos hotéis já em setembro prolongando essa decisão para outubro ou novembro”, sublinhou.

João Soares salienta que os preços este ano no Algarve “estão e vão continuar abaixo dos valores praticados em anos anteriores, devido à ocupação baixa”.

À ‘TSF’, o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve receia o desemprego dos próximos meses. No entanto, o golfe, cuja época alta começa no final de setembro, pode ajudar a atenuar as perdas.

“Este aumento da procura por parte do mercado britânico deixa antever algumas perspetivas positivas, sobretudo para o setor do golfe, que, como sabemos, no Algarve tem uma grande importância”, considerou Elidérico Viegas.

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Jorge Teixeira

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