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Doentes sem dinheiro para comprar medicação

Foto: Unsplash.com
Número de pessoas sem dinheiro para pagar medicamentos aumentou 50% desde julho de 2019. Associação Dignitude criou fundo para ajudar quem perdeu empregos ou teve cortes nos salários devido à pandemia.

O programa Abem, que distribui medicamentos de forma gratuita, registou um aumento de 50% do número de beneficiários desde julho de 2019.

De acordo com o ‘Jornal de Notícias’, a pandemia veio acelerar o aumento de beneficiários que este programa ajuda. Atualmente há 16 vezes mais pessoas a usufruir do programa, que faz parte da associação Dignitude (uma IPSS), que havia no ano de estreia, em 2016. Nessa altura eram 954 pessoas e agora são 16 072. No ano passado, eram 10 236.

Segundo explicou a embaixadora da Dignitude, Maria de Belém Roseira, esta ajuda depende de donativos, da participação financeira dos parceiros locais e de prémios a que a associação concorre. O programa comparticipa assim medicamentos prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), pagando a percentagem que o Estado não paga.

A associação Dignitude, à semelhança do que aconteceu com os incêndios de Pedrógão Grande, criou um fundo de emergência exclusivamente para ajudar pessoas que perderam empregos ou tiveram cortes nos salários devido à pandemia. Isto porque não se enquadravam nos requisitos para entrarem no programa titular já que a avaliação é feita a partir de documentos como a declaração de IRS do ano anterior.

Só em julho o fundo Abem COVID-19 tinha 460 beneficiários e a tendência é de subida a cada dia.

Sobre este autor

Jorge Teixeira

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