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Este é o ‘Plano A’ para decorar as suas janelas

Há olhares que veem para lá de uma tela em branco e que constroem sonhos além do espaço vazio. Nele criam sentimento, pertença e memórias e a história acontece a cada novo projeto. O projeto de vida de Cristina Pestana tem quatro anos, a criadora, gerente e única sócia da Plano A – Calhas, Varões e Cortinados arriscou ao criar uma empresa à sua imagem quando estava desempregada e hoje é um exemplo de sucesso e superação.

A Plano A – Calhas, Varões e Cortinados tem a sua essência e o amor pela área da decoração de Cristina Pestana. No percurso, que já conta muitos rostos, histórias e momentos de viragem, Cristina Pestana recorda com carinho o momento em que começou a interessar-se pela decoração de interiores e em particular, pelas cortinas. “Em Portugal sempre tivemos um jeito especial para decorar as janelas. As mulheres sempre gostaram de ter as suas cortinas e a sua casinha decorada. Desde pequena que sempre apreciei, nas minhas viagens pelo país, olhar para as janelas e perceber como é que em cada região os portugueses decoravam as suas janelas”. A empreendedora refere ainda que existe uma região que lhe é mais especial: “Adoro as janelas alentejanas porque têm sempre uma graça, uma figura, uma risca e desde miúda que sempre me orientou nas minhas preferências”.

Apesar desta paixão, Cristina Pestana foi profissional na área de seguros durante 25 anos, distribuídos por uma seguradora, uma corretora da área de franchising e uma holding portuguesa, que, fruto de uma reestruturação da empresa, pôs fim à sua atividade neste sector, ficando assim desempregada quando tinha 53 anos. Ao invés de se resignar fez de um problema, uma oportunidade e decidiu arriscar criando o seu negócio, dando cor à sua vida e fazendo surgir a Plano A, em 2017.

O facto de o marido ser sócio da fábrica Carvalho, Ribeiro & Neves, Lda., de Leça do Balio (Matosinhos), “que faz calhas e artigos para cortinados”, facilitou a compreensão do negócio. Cristina compreendeu que havia uma oportunidade de negócio ao perceber que não existia um gabinete na empresa que cobrisse a oferta a clientes particulares. A empreendedora estudou o setor, comprou livros, revistas, foi a feiras, criou ideias e desenhou soluções até chegar ao esboço perfeito da Plano A.

Desde a sua génese a Plano A surgiu e cresceu online, sem uma loja física, mas com uma enorme competência em servir bem, com qualidade e com uma oferta personalizada e única no mercado. “Na altura estávamos a iniciar uma era em que o gosto pelo comprar online estava a ganhar terreno. Já havia várias lojas online nesta área, mas nenhuma vendia à medida, com corte exato. Fazer uma loja online que para além de ter as medidas standard tinha o corte à medida era uma novidade”, destacou a empreendedora.

No entanto, a Plano A não acaba na internet. “Recebemos as encomendas através do site, mas depois disso há sempre uma palavra, o agradecimento de nos ter escolhido, uma perspetiva da data de entrega, o perguntar a medida exata da calha, se precisa de ajuda para tirar essas medidas. É algo que dá confiança ao consumidor e que marca a diferença”. Além disso há ainda um serviço de consultoria gratuito que inclui levantamento de medidas, aconselhamento, visita ao domicílio com amostras dos produtos, entrega e colocação. “Também fazemos o trabalho de projeto, às vezes os clientes não sabem bem o que querem e sugerimos aquilo que achamos melhor mediante a preferência da pessoa e a decoração do espaço.”, acrescenta Cristina Pestana.

Além de tudo isto, os projetos estendem-se a todos os setores empresariais: “Também fazemos pequenos projetos para além do particular. Temos neste momento em mão alguns trabalhos desse género, um hotel no Porto, uma residência sénior em Lisboa e uma superfície comercial no Porto, que está a ser recuperada. Estes projetos permitem-nos concorrer a concursos públicos e aumentar o nosso leque de clientes”.

Na loja online, no site www.lojaplanoa.pt, pode encontrar de tudo o que é preciso para as janelas de casa, do escritório ou de um estabelecimento comercial. Calhas, varões, cortinados, estores

interiores, estores exteriores e complementos de decoração. Os produtos – com o melhor preço e qualidade, sendo feitos, na sua quase maioria, em Portugal (não há fabricantes de telas para os estores de rolo no nosso país) – permitem toda e qualquer personalização, bem ao gosto e desejo do cliente.

O facto de terem ligação direta à fábrica Carvalho, Ribeiro & Neves, Lda. e à sua griffe de acessórios para cortinados chamada Carone é uma mais-valia em relação à concorrência e às lojas onde as medidas são standard, “o facto de vender diretamente da fábrica permite fazer a diferença relativamente às lojas das grandes superfícies que vendem medidas standard e não medidas exatas”. Também é possível fazer uma conjugação entre os tecidos dos cortinados e as restantes peças de casa (almofadas, tapetes, sofás, cadeiras, etc.).

E se quando se fala de decoração se procura sempre seguir tendências, Cristina Pestana não hesitou em nos esclarecer: “Se me perguntar o que vai estar na moda, no futuro, eu diria que tudo. Como no último ano não houve eventos, não há uma definição da tendência. Apesar disso neste momento impera um estilo mais clean, com linhas simples, tudo muito soft e linear, com pormenores diferenciados, esta será talvez a principal preferência”.

A nossa entrevista com a empreendedora não terminou sem que tentássemos descobrir os segredos do sucesso a resposta de Cristina Pestana foi simples. “O mais importante é o conhecimento. É preciso aprender, saber como se faz, saber como tudo funciona. Ter conhecimento é fundamental, é preciso ir à procura, ler muito, ir a workshops, e principalmente, não parar, não achar que já se sabe tudo, esta é a chave do sucesso em qualquer área”. A gestora conclui sublinhando a importância da ambição. “Fomos educados num país em que se achava que se estudássemos, seguíamos para a faculdade saíamos com um canudo que nos daria um emprego para a vida toda, numa boa posição… mas esta mentalidade já não existe, era uma mentalidade de comodidade que está a desaparecer. Um curso superior não é sinónimo de ter um emprego, será sempre necessário trabalhar e procurar constantemente o conhecimento e a evolução pessoal. As pessoas devem dedicar-se ao que gostam e a tornarem-se boas nisso para que façam acontecer as oportunidades certas”.