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Proteção da vacina da Janssen diminui de 67% para “metade ou menos” ao fim de três meses

4.000 profissionais de saúde australianos estão envolvidos num ensaio clínico para verificar a capacidade da vacina contra a tuberculose na redução dos sintomas do novo coronavírus.
Foto: Unsplash.com

As novas informações levaram a que a DGS tenha anunciado a toma de uma dose de reforço.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que os indivíduos a partir dos 18 anos que receberam a vacina contra a covid-19 da Janssen vão poder receber uma dose de reforço após 90 dias da administração da primeira.

De acordo com Graça Freitas, esta decisão surge uma vez que há estudos internacionais que indicam uma diminuição da imunidade das pessoas que tomaram a vacina da Janssen.

A responsável adiantou que neste momento se está a realizar “uma análise de vacina a vacina”, estando o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge a estudar a efetividade das vacinas por marca.

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes, ao Expresso, relata que, ao fim de três meses, período a partir do qual deve ser feita a dose de reforço, a proteção da vacina da Janssen diminui de 67% — eficácia observada duas semanas após a toma — para “metade ou menos”.

“Existe já muita evidência, incluindo dados portugueses, que mostram um decaimento da proteção contra a infeção, mesmo que seja assintomática, conferida pelas vacinas. Nas pessoas que tomaram apenas uma dose esse decaimento é mais rápido do que naquelas a quem foi administrada uma vacina de mRNA [Pfizer e Moderna]. Os seus anticorpos decaem mais depressa e, ao fim de três meses, a proteção cai para valores muito baixos. Estamos preocupados com a falta de proteção contra a infeção dessas pessoas”, esclarece.

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Jorge Teixeira

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