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250 anos depois, a rota da Garland está longe do seu destino final

O Grupo Garland, empresa portuguesa de Logística, Transportes e Navegação, assinala este ano 250 anos de atividade. O marco é celebrado num momento em que a supply chain volta a assumir um papel central na economia mundial. Com 450 colaboradores e mais de 154.000 m² de área logística, o grupo tem reforçado a presença internacional e investido em tecnologia.

Fundada em 1776 por Thomas Garland para apoiar o comércio entre Portugal e o Reino Unido, a empresa acompanhou algumas das maiores transformações económicas e sociais da história moderna. Passou da importação de bacalhau e da exportação de vinho do Porto para áreas como a navegação, os serviços transitários e a logística integrada, atravessando períodos particularmente exigentes da história portuguesa e mundial.

Num contexto marcado por tensões geopolíticas, pela reconfiguração das cadeias de abastecimento globais, por novas exigências aduaneiras e pela crescente necessidade de rastreabilidade e eficiência operacional, a Garland considera que “a capacidade de adaptação continua a ser um fator crítico para o sucesso das empresas do setor”, refere Mark Dawson, CEO do Grupo Garland, e acrescenta que “a Garland, ao longo da sua história, sempre se evidenciou nos momentos de crise, convertendo dificuldades em oportunidades e reinventando-se com sucesso.”

Nos últimos anos, a Garland reforçou a estratégia de internacionalização através da consolidação das operações em Marrocos, da expansão para Espanha e da entrada em França, onde abriu uma operação própria em Paris. A empresa tem igualmente procurado desenvolver novas ligações internacionais, como a rota marítima direta para a Irlanda.

Nos últimos 20 anos, a área da logística da Garland registou, em média, um crescimento anual de dois dígitos, refletindo a aposta na expansão da capacidade operacional e na inovação.

A transformação tecnológica constitui outro dos principais eixos estratégicos, com investimentos na digitalização das operações, automatização de processos, análise de dados e rastreabilidade. A sustentabilidade assume também um papel crescente. Os centros logísticos do grupo são certificados pela norma ISO 14001 e a Garland tem implementado medidas destinadas à redução do consumo energético, das emissões de CO₂ e da produção de resíduos. Todos os novos Centros Logísticos são obrigatoriamente certificados com o BREEAM Excellent.

“Se os últimos 250 anos foram marcados pela capacidade de adaptação, os próximos serão definidos pela forma como continuamos a inovar, consolidar os mercados onde estamos presentes e criar novas oportunidades de crescimento num setor cada vez mais global e competitivo” e, acrescenta o CEO do Grupo “o futuro passa por novas aquisições, porque o segredo de nos mantermos por 250 anos é pensarmos que temos pela frente mais 250”.

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