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Alcácer tem vida e convida a ficar

Alcácer do Sal, desde sempre que recebe peregrinos dos Caminhos de Santiago, a sua história ficará para sempre ligada ao facto da sede da Ordem de Santiago de Espada ter sido nesta terra à beira do Sado e hoje o Santuário do Sr. dos Mártires mantem-se na Rota dos Peregrinos como ponto de passagem obrigatória.

Os Caminhos de Santiago têm vários percursos no nosso país e Alcácer do Sal faz parte dos caminhos do litoral, um caminho apaixonante, não só pela fé que move os peregrinos, mas sobretudo pela descoberta de locais tão importantes e belos como os que podem encontrar.

Vindo de sul e após ter percorrido o concelho de Grândola entra no concelho de Alcácer do Sal após passar o Forninho, aí dirige-se a Vale de Guizo e pode vislumbrar uma paisagem que nos enche a alma e nos prepara para o que temos pela frente, campos de arroz, o rio sado e a travessia até à outra margem que mantem como sempre foi, desde há centenas de anos: de barco. O Sr. Leonel Baracinha recebeu esta herança dos seus antepassados, que antes, transportavam os trabalhadores dos arrozais, que se deslocavam a Vale do Guizo para fazerem as suas compras semanais e hoje transporta os pedestrianistas, que desta forma deixam de ter o rio como um obstáculo intransponível graças ao seu barco. Deste modo, quem quiser atravessar o rio deve antecipadamente telefonar ara o 265 637 158 e combinar a travessia. Caso não se lembrem deste pormenor ao chegar ao restaurante do Sr. Baracinha podem sempre tomar um copo, comer umas ótimas enguias fritas ou ensopado de enguias e solicitar a travessia.

Chegado à margem norte e após se ter deleitado com a magnífica travessia do rio Sado entre 0 percurso prossegue ao longo do Canal de Santa Catarina, pertencente à rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Vale do Sado. Este canal data de 1948, e parte das albufeiras do Pego do Altar e do Vale do Gaio, este aproveitamento irriga 96 km2 de sapais e culturas de regadio, nas quais o arroz tem um peso de cerca de 94%. Neste momento os canais, dada a sua idade estão a sofrer grandes obras de renovação e restauro.

Chegamos à Barrosinha, uma Herdade que teve uma importância enorme na economia local e que tem hoje um Hotel de 4 estrelas, com um edifício central e as antigas casas dos trabalhadores transformadas em unidades de turismo, pode ainda visitar a loja de vinhos e artigos produzidos não só na herdade como em Alcácer e comer na taberna da Barrosinha uma refeição inesquecível. Continuamos junto ao Sado até entrar em Alcácer do Sal e aqui os peregrinos perdem-se na luz da cidade, contemplam os galeões do Sado, visitam a Igreja da Santiago (Mandada construir por D. João V), percorrem ruelas carregadas de história e chegam ao Museu Pedro Nunes, o criador do nónio, antes de subir ao castelo visitam o Santuário do Senhor dos Mártires e finalmente no topo da cidade a magnifica vista dos campos de arroz, do rio, da história e a beleza que não cansa. O caminho pode-se percorrer até Casebres e continuar para norte, mas antes a paragem em Alcácer do Sal para visitar a Cripta Arqueológica e conhecer o seu povo, as suas filarmónicas e a alegria desta terra é obrigatória, Alcácer tem vida e convida a ficar.

www.cm-alcacerdosal.pt