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Arquitetura e Design Destaque

Something Imaginary: “Não é em todas as profissões que nos emocionamos com os projetos que nos são confiados”

Esta é uma arquitetura sentida e de sentidos, marcante sob o ponto de vista visual, mas com uma mensagem intrínseca, que não se esgota meramente na forma. A Something Imaginary apresenta uma abordagem que explora novos limites, nascida de uma ideologia partilhada por Sara Afonso e João Resende, que em 2017, com vontade de marcar a diferença largaram tudo para conquistarem um lugar no mercado. Hoje a Something Imaginary é um atelier de arquitetura e design de interiores, com produção própria de mobiliário, e projetos espalhados por Portugal. Foi nas palavras de Sara Afonso que conhecemos mais sobre o panorama atual do atelier e como conseguiu contornar a crise pandémica.

O que foi fundamental para rapidamente alcançar o sucesso alcançado pela Something Imaginary?

Não termos tido paraquedas. Eu (Sara Afonso) demiti-me para constituir a SOMETHING IMAGINARY e o João (Resende) já tinha iniciado este percurso com o mesmo foco. Só havia um caminho – resultar!

Obviamente, que nunca pensámos conquistar tanto em tão pouco tempo. Para isso houve da nossa parte muita dedicação e rigor. É o rigor que se reflete na confiança e na credibilidade que os clientes veem em nós e a multidisciplinariedade em que abrangemos todas as fases da produção arquitetónica, desde o apoio ao cliente, na definição do programa preliminar, até à entrega da chave no final. Temos também uma forte componente estética, técnica, legal e financeira que nos tem diferenciado como marca no mercado.

O que é que, no vosso entender, continua a diferenciar os vossos projetos?

Existe a vertente comercial, de investimento, em que fazemos o acompanhamento desde o início com o ‘business plan’ e conceito dos projetos, que ajudam o cliente a distanciar-se das próprias emoções, uma vez que estamos sempre a lidar com sonhos.

Depois, temos o projeto propriamente dito, que alinha o sonho e a singularidade do desenho que dialoga com o terreno e com o que o rodeia (relevo, orientação solar, ventos e cultura). Juntamos ainda a funcionalidade aos espaços e damos-lhe a magia da inovação e da sofisticação.

No fim, resume-se à vontade e ao empenho de uma equipa comprometida com a sua missão. Mantemos uma atitude aberta, pensamento crítico e criativo, procurando soluções inovadoras que permitem concretizar os sonhos dos nossos clientes, respeitando as suas circunstâncias.

Acha que o arquiteto é um artista, que a arquitetura é uma arte, além de ser um serviço, uma disciplina, uma profissão?

O arquiteto é um técnico que tem o privilégio de projetar um espaço, considerando todas as disciplinas necessárias, prestando um serviço, seja ele um museu, restaurante, hotel, prisão ou casa. O arquiteto não tem uma profissão fechada sobre si, o arquiteto tem de, obrigatoriamente, possuir várias competências em diferentes áreas… e nunca chegam, tem que estar sempre a estudar, a evoluir e a aprender.

Quando a interação de todas as componentes e de todos os intervenientes se integram de modo harmonioso, pode-se vislumbrar uma ideia de arte.

Se lhe pedir para escolher três obras construídas do conjunto da sua carreira, quais seriam?

A Casa do Alto, na praia do Pego. A Moradia no Oeiras Golf. O Empreendimento Turístico de 182 casas na Comporta (ainda em construção).

E quais são os projetos que mais lamenta não ter concretizado?

Tivemos um produtor de cinema americano que acabou por não levar o projeto até à construção. Custa-nos sempre quando os projetos ficam na gaveta. Mas este iria ser um desafio o divertido de concretizar pela sua especificidade, tinha muito de cinematográfico.

Quando se fala na arquitetura de interiores, o que destaca?

Sem dúvida o conforto, só depois a inovação, texturas e cores. Tivemos um amigo que falava na ‘relação com o corpo’.

A Something Imaginary tem sido também procurada para potencializar espaços já existentes? Há uma maior procura por um serviço de consultoria de decoração resultante desta maior vivência da ‘casa’?

Não é de todo o nosso core business, mas já tem acontecido e não temos declinado. Os clientes têm ficado satisfeitos e dão mostras disso.

Em que se inspira na conceção de projetos de arquitetura de interiores, e quais as tendências da atualidade?

Eu acredito que não inventamos nada, mas o que bebemos no dia a dia nos influencia, seja uma série, um filme, uma revista ou até o Instagram. O cliente é parte integrante no primeiro passo de conceção, pois normalmente responde a muitas questões que fazemos e delineia logo um percurso criativo.

Cada projeto é diferente. Como consegue renovar-se para um novo desafio?

Com a exigência e a sofisticação dos nossos clientes, com parceiros de excelência e, sobretudo, com uma equipa preparada e dedicada a entregar a cada cliente um projeto único.

Nas vossas redes sociais abordam muito a temática de alternativas mais sustentáveis e ecológicas na construção, como por exemplo, através da utilização de biomateriais. De que forma implementam essa forma de pensar a arquitetura nos vossos projetos?

Há uma grande diferença se falamos de clientes particulares ou de promotores pois o investimento e o ‘business plan’ falam de forma diferente. Infelizmente, o investimento é maior quando queremos implementar sistemas sustentáveis e ecológicos na construção e, para além disso, ainda nos debatemos com as questões regulamentares. Neste campo ainda há muito trabalho a fazer e muitas diretivas da União Europeia por transcrever.

Como é que a pandemia da COVID-19 afetou os trabalhos da Something Imaginary? Que medidas têm tomado?

De facto, não afetou o nosso trabalho porque soubemos antecipar. Logo que se começou a falar na pandemia decidimos planear a nossa atividade tendo em consideração as contingências que se adivinhavam. Um planeamento eficaz, a criação e implementação de um manual de procedimentos próprio e a aposta na tecnologia permitiu-nos antecipar uma resposta capaz de responder da mesma forma aos nossos clientes e parceiros, sem angústias nem sobressaltos.

Assim, logo no início de março, toda a equipa estava preparada para o teletrabalho. As reuniões semanais da equipa, com os clientes e os parceiros continuaram, mas nas plataformas eletrónicas.

Aproveitámos para remodelar o Atelier e instalar equipamentos de proteção e prevenção à propagação do vírus, desde o acesso ao atelier à sua vivência, todos os aspetos foram considerados, com um investimento suplementar.

Criámos todas as condições necessárias e exigidas para que todos possam trabalhar no Atelier, quando necessário, em segurança e com confiança. Até hoje, a equipa continua em rotatividade, vindo ao Atelier em dias escalados ou para as obrigatórias visitas às obras em curso.

As reuniões com os clientes e parceiros quando presenciais seguem regras e obedecem a procedimentos estabelecidos.

E em relação à arquitectura, como a sentem? E como que é vista pela entidades governamentais?

Esta pergunta tem várias respostas: a emocional, a politicamente correta e a institucional.

A emocional

Vivemos, respiramos, sonhamos com ela. À nossa mesa, muitas vezes a temática é arquitetura, mesmo com as crianças, num jantar normal de semana. É um privilégio fazer o que se gosta! Somos gratos por isso diariamente.

Não é em todas as profissões que nos emocionamos com os projetos que nos são confiados. Aqui, isso acontece com frequência. Acontece, quando um projeto é bem recebido pelo cliente, quando numa obra, a cada passo, vivemos a conquista de um sonho realizado e vemos a satisfação do
cliente.

Acontece quando a obra supera o 3D. Eu (Sara Afonso) e o João Resende fazemos uma bela equipa! Complementamo-nos muito bem. Entre os primeiros esquiços e a obra, dividimos bem entre nós as tarefas e a equipa. O João adora passear por entre o papel de esquiço… Eu dedico-me mais ao projeto de execução e obra.

Acreditamos diariamente que vale a pena investir para crescer. Estamos a crescer mais no interior. Brevemente, no centro de Grândola, num espaço com 210 m2, iremos inaugurar as instalações do GRUPO SOMETHING, com as empresas: SOMETHING IMAGINARY, SOMETHING PERFECT, imobiliário, e a SOMETHING 3XY, serviços.

Acreditamos no crescimento e desenvolvimento do país, por isso continuamos a sonhar e a criar, tendo até criado um ‘Departamento de Lunáticos’.

Criámos a IMA COLLECTION – uma coleção de mobiliário em madeira maciça, de design e fabrico 100 por cento português, que está neste momento em produção.

A politicamente correta

Queremos acreditar que as Câmaras, Institutos e outras entidades, de quem o resultado do nosso trabalho depende, estão par e passo connosco, afincadamente, fazendo possíveis e impossíveis para que juntos possamos alavancar a economia portuguesa, aproveitando, estes ‘anos dourados’ que Portugal está a viver na ribalta mundial, para se inovar e fazer acontecer.

Estamos nos ‘top 10’ de todos os destinos turísticos, até na forma como reagimos à pandemia, somos vistos como um país seguro. Importa não estragar tudo com burocracias lentas, em que, a título de exemplo, uma notificação pode demorar um mês a ser emitida, e, escandalosamente, estar tecnicamente errada!

A institucional

Portugal já teve tempo para ultrapassar o atraso provocado por demasiados anos de encerramento sobre si próprio, o tal tempo em que estagnámos em todas as áreas, da instrução à cultura, passando pelos diversos setores que fazem a economia e o país crescer, e contra o qual todos se manifestam. Sim, é verdade, estávamos na cauda da Europa. Passados quase cinquenta anos continuamos longe dos lugares do pódio. Sendo nós um país de aventureiros, corajosos e descobridores, o que nos falta para alcançarmos o pelotão da frente? Onde falhamos?

Hoje há um apelo vindo de diversos setores, da política às confederações empresariais, para que inovemos, para que nos atrevamos e arrisquemos. A sociedade civil quer responder de forma positiva, os mais audazes atrevem-se, os mais capazes inovam e os destemidos arriscam. E há os que conseguem o pleno e atrevem-se, inovam e arriscam. Todos investimos o melhor de cada um de nós, os que respondem afirmativamente e até atrevidamente, diria eu, em tempo de pandemia e de, consequente, crise.

No entanto, a economia não descola pelo que, penso eu, é tempo de refletir. Descobrir o foco do insucesso é tão, ou mais, importante que inovar, atrever e arriscar. De nada servem as três qualidades, se não percebermos onde está o fator neutralizante.

Assim, a minha proposta é que enfrentemos esse elemento de forma, igualmente, atrevida e arrisquemos a necessária análise. O que falha no sistema? A resposta parece ser: o próprio sistema!

As burocracias e os burocratas não podem vencer, pela sua complexidade e ferrugem, um sistema que se quer, e deseja, ágil, dinâmico e apelativo para quem investe financeiramente e trabalha para criar mais valias para as suas empresas, para os seus funcionários e para o seu país.

Logo, quando o país chama e a resposta dos empresários é positiva, não faz sentido ser o próprio país, os seus próprios organismos a criarem resistência aos avanços conseguidos, à custa de muito trabalho e investimento da classe empresarial, pondo mesmo em risco alguns dos projetos em curso.

Urge ser feito um olhar atento e uma análise crítica à atuação de alguns desses organismos, ou seja, a alguns procedimentos retardatários e ultrapassados, sob pena de continuarmos numa estagnação de fazer desistir os mais resilientes, inovadores e atrevidos. O desgaste causado pelo neutralizante, que cria obstáculos a todo o querer fazer, acaba por ser o grande vencedor.

O mesmo país não pode ter dois lados tão opostos: querer que os empresários avancem e deixar que a burocracia continue enferrujada e a contrariar a evolução. Quando falamos de burocracias sabemos que são necessárias e por isso elas existem em todos os organismos do Estado. No entanto, não podem, nem devem, ser obstaculizar do bom e dinâmico andamento dos projetos e funcionamento da sociedade e das empresas.

Desafiamos à sua modernização, digitalização de sistemas e respostas, para que nada estagne ou demore segundo a vontade e o estado de alma de alguns. Como está, promove a suspeita da possibilidade de haver corrupção. Não basta que não haja, é imperioso que o sistema não permita, sequer, a hipótese de suspeita.

Mas enfim, somos uns privilegiados por viver neste paraíso com tamanha riqueza em Sol e à beira mar plantado, O arquiteto não tem
uma profissão fechada sobre si, o arquiteto tem de, obrigatoriamente,
possuir várias competências em diferentes áreas… e nunca chegam, tem que estar sempre a estudar, a evoluir e a aprender. Com uma gastronomia fantástica e, ainda, fazermos com paixão o que gostamos.

Something Imaginary:

Rua dos Lusíadas, N.º9 – 1ºFrente | 1300-365 Lisboa

+351 211 347 633

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