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ALM – “Sinto que posso dar mais alegria e qualidade de vida às pessoas”

Manuela Cidade, médica oftalmologista, é atualmente administradora da ALM OftalmoLASER e diretora clínica da unidade de Almada. Nesta entrevista fala-nos do seu percurso, dos avanços científicos nesta área, e lembra que “tratar dos olhos é tratar de si”.

Em 1994 nascia a Oftalmolaser, empresa dedicada exclusivamente à correção por laser de doenças refrativas. Com o sucesso da clínica, o espaço onde exerciam tornouse insuficiente, e “eram numerosos os doentes que, satisfeitos com os resultados e com a qualidade do atendimento, nos pediam insistentemente que alargássemos a nossa atuação às restantes áreas da oftalmologia. Da nossa parte havia a vontade de adotar práticas de excelência e inovadoras e de as tornar acessíveis a toda a população”, começa por nos contar.

A ALM surge em 1999. Nesta clínica já é possíve diagnosticar e tratar todas as doenças oftalmológicas, tanto médicas como cirúrgicas, sendo hoje em dia, a maior clínica privada de Oftalmologia da Grande Lisboa. “É com orgulho que posso dizer que a qualidade e diferenciação dos nossos colaboradores é elevadíssima e abrange todas as áreas da oftalmologia. Mantemo-nos firmes no propósito de inovação
constante. Fazemo-lo não só através da introdução das mais recentes tecnologias e da aquisição de equipamentos topo de gama, como através da requalificação dos espaços físicos existentes. Por exemplo, o nosso atual bloco operatório foi construído de raiz, num novo espaço e segundo as mais
exigentes especificações”.

Depois do início da pandemia em Portugal “houve repercussões negativas evidentes e a ALM, logo em março de 2020, implementou um programa de contingência rigoroso com o objetivo de manter alguma atividade, de modo a dar resposta às situações urgentes e aos doentes graves que necessitavam de seguimento regular. Pouco a pouco, fomos retomando a atividade normal, embora sempre mantendo as
restrições que, em cada momento, a pandemia tem exigido”.

Quanto à evolução da Oftalmologia, a Dr.ª Manuela Cidade considera que “hoje se fazem diagnósticos mais precoces e tratamentos médicos e cirúrgicos mais eficazes e seguros”, tendo surgido fármacos que permitem o tratamento doenças antigamente consideradas incuráveis e que “é muito provável que nos próximos anos, com a crescente utilização da nanotecnologia, da inteligência artificial e da robótica se venha a assistir a uma evolução ainda mais rápida desta especialidade”.

Para a Dr.ª Manuela Cidade, o gosto pela especialidade surgiu quando teve oportunidade de estagiar num serviço de oftalmologia, “é uma especialidade em que podemos melhorar substancialmente a qualidade de vida das pessoas e em que as componentes médica e cirúrgica estão muito equilibrada sendo que na maior parte das situações patológicas temos acesso visual às estruturas alteradas”.

Foi chefe de serviço no Hospital São José e diretora do serviço de oftalmologia no Hospital Garcia de Orta, “no H.S. José não senti os vários momentos de transição na carreira como desafios, foram várias etapas que percorri com prazer. É claro que a chefia de algumas áreas, sobretudo aquelas que organizei de raiz, foi exigente”. Enquanto diretora do serviço de oftalmologia do Hospital Garcia de Orta sentiu-se realmente desafiada, até porque “implicou sair completamente da minha área de conforto e o serviço tinha poucos recursos e uma lista de espera para consultas de seis anos”.

Hoje faz parte do Conselho de Administração (CA) da ALM OftalmoLASER, e confessa que durante muito tempo tentou evitar essa responsabilidade. “A empresa já tem mais de 25 anos e pelo seu CA já passaram todos os atuais acionistas assim como o Diretor Clínico e a Diretora da área Administrativa. Eu própria já tinha estado no CA. A dinâmica da empresa apontava-me mais uma vez para este cargo e eu entendi que era chegada a hora de o aceitar novamente”.

Para a Dr.ª Manuela Cidade, “o corpo humano é um todo e os olhos não são exceção”. É por isso muito importante que nos mantenhamos globalmente saudáveis. O meio ambiente está cada vez menos adequado à saúde visual. A poluição atmosférica e luminosa e a crescente digitalização da sociedade colocam riscos acrescidos. “A função visual deve ser avaliada logo desde a infância a fim de despistar e corrigir algum defeito existente, garantindo assim uma acuidade visual normal. O acompanhamento por um oftalmologista deve ser feito com regularidade, dado que há doenças que só dão sintomas quando já se encontram em fases avançadas e de difícil tratamento, pelo que o seu diagnóstico precoce é extremamente importante”.

Como conselho às mulheres que queiram fazer uma carreira nesta área a oftalmologista realça que “a medicina exige um trabalho constante de estudo e aperfeiçoamento que obriga a um envolvimento que vai muito para lá das horas de trabalho habituais.” Esse esforço é recompensado ao sentirmos que podemos dar “mais alegria e qualidade de vida às pessoas”. Com décadas de experiência numa área de tão elevada exigência, continua a sentir “uma enorme alegria e prazer no trabalho que faço.”