Entre a exigência da advocacia e a sensibilidade do contacto humano, Maria Margarida Torres tem construído um percurso onde a empatia se cruza com o rigor. Na MMT Legal, esse princípio traduz-se num acompanhamento próximo, transparente e ajustado a cada cliente, onde a relação de confiança faz parte do próprio exercício jurídico.
O seu percurso na advocacia revela uma forte componente de proximidade e humanização do direito. Em que momento percebeu que queria exercer a advocacia desta forma mais próxima das pessoas e das suas histórias?
Sempre me considerei uma pessoa comunicativa, empática e naturalmente orientada para o contacto humano. Desde cedo percebi que queria que essa característica estivesse presente na minha prática profissional. Para mim, a advocacia nunca foi apenas uma questão técnica, mas também relacional. Procuro trabalhar com os meus clientes de forma próxima, genuína e transparente, criando um espaço de confiança onde se sintam verdadeiramente acompanhados. Acredito que cada cliente traz consigo uma história única e, muitas vezes, realidades muito diferentes da minha. É precisamente essa diversidade de experiências que enriquece o meu percurso e me permite crescer continuamente, tanto a nível pessoal como profissional.
Enquanto mulher no setor jurídico, que desafios sentiu ao longo do seu caminho e de que forma esses desafios contribuíram para a profissional que é hoje?
O maior desafio que enfrentei foi, sem dúvida, conciliar a maternidade com a exigência da advocacia, uma profissão que requer elevada disponibilidade e capacidade de resposta. Na área de private clients, essa exigência é ainda mais evidente, pois implica proximidade constante e rapidez na tomada de decisões. Embora seja algo que faço com gosto, por valorizar profundamente a relação com os clientes, não deixa de exigir um elevado nível de organização e disciplina. Estes desafios foram fundamentais para desenvolver a minha resiliência, capacidade de gestão e sentido de prioridade, tornando-me uma profissional mais consciente da importância do equilíbrio entre dedicação, exigência e bem-estar.
Fundou a MMT Legal com uma visão própria da advocacia. Como nasceu este projeto e que valores fazem hoje parte da identidade do escritório?
A MMT Legal nasceu da vontade de criar um serviço jurídico verdadeiramente personalizado, ajustado às necessidades concretas de cada cliente. Desde o início, o objetivo foi oferecer um acompanhamento próximo, eficiente e rigoroso, assente em valores sólidos como a ética, a urbanidade e a retidão. Mais do que um modelo tradicional de advocacia, procuramos construir relações de confiança duradouras, baseadas na transparência, na atenção ao detalhe e na qualidade do aconselhamento jurídico.
Na sua opinião, o que distingue uma advogada verdadeiramente inspiradora no contexto atual da advocacia?
Uma advogada inspiradora é aquela que consegue equilibrar excelência técnica com autenticidade. Para além do conhecimento jurídico, é essencial manter integridade, honestidade e coerência nos valores. A empatia, a paciência e a resiliência são igualmente determinantes, pois permitem compreender melhor cada cliente e oferecer um aconselhamento mais humano, consciente e eficaz.




