Ambiente

A solução energética adaptada ao consumo

Num mercado cada vez mais competitivo, a Huaca Energy procura distinguir-se pela proximidade ao cliente, pelo rigor técnico e por uma abordagem integrada à gestão de energia. Para Fábio Oliveira, fundador da empresa, o futuro da transição energética em Portugal dependerá menos da produção renovável e mais da capacidade de armazenamento e modernização da rede elétrica.

Se tivesse de explicar a alguém de fora do setor o que a Huaca Energy realmente faz, como o descreveria?

A Huaca não é apenas uma empresa de prestação de serviços e de instalação de painéis fotovoltaicos, na realidade o que nós oferecemos vai um pouco mais além, com a integração de vários sistemas, como a mobilidade elétrica, serviços gerais de eletricidade, e serviços de manutenção/limpeza de painéis. Depois, na minha opinião, o que nos distingue, é o cuidado que temos no momento da instalação, os nossos técnicos não têm a pressão de acabar a obra no próprio dia, mas sim de deixar a instalação com rigor técnico e o menos invasiva possível, ficando assim algo bonito e com qualidade.

O que foi mais difícil de adaptar na prática: a tecnologia, o mercado ou a forma como os clientes percebem a energia solar?

Na minha opinião, sem dúvida o mercado. Sabemos que a tecnologia está em constante evolução, cada vez mais rápido surgem novas tecnologias e temos de saber acompanhar, não só nesta área, mas no geral. O entendimento relativamente à energia solar, é algo que conseguimos combater com informação e conhecimento acerca do assunto, estamos sempre disponíveis para esclarecer qualquer dúvida ou questão que possa surgir. Já o mercado foi o mais difícil de adaptar, somos uma empresa nova, apesar da experiência que já temos dentro desta área, entrar num momento do mercado tão agressivo tornou as coisas mais desafiantes, e conseguir ter um crescimento sustentável garantindo os nossos padrões de qualidade exige da nossa parte muita dedicação, esforço e alegria no que fazemos.

O que gostaria que um cliente dissesse sobre a Huaca Energy depois de trabalhar convosco?

Felizmente, sinto que recebo diariamente bons feedbacks relativamente ao nosso trabalho, por vezes surgem problemas, mas como somos experientes no fotovoltaico e lidamos diariamente com os equipamentos, conseguimos dar uma resposta pronta e eficiente. O nosso objetivo é ter o cliente satisfeito, e o facto de mantermos a instalação dos nossos clientes em constante monitorização permite-nos estar mais presentes, e penso que isso tem ajudado a construir a nossa imagem de confiança, qualidade e segurança.

No terreno, o que considera ainda estar a travar mais a adoção de soluções de energia renovável em Portugal?

O elevado investimento inicial para as soluções com armazenamento, num país com a desigualdade financeira em que vivemos, torna muito difícil o acesso a estas soluções para muitas pessoas. Por isso, criámos soluções e adaptamos a instalação de uma forma que viabilize sempre uma futura expansão do sistema, permitindo fazer o investimento faseadamente.

Há algum mito ou ideia errada sobre energia solar que ainda encontra frequentemente em clientes ou no mercado e que gostaria de desmistificar?

Não basta pôr painéis para poupar. Vemos muitas pessoas céticas em relação à produção de energia fotovoltaica, muitas vezes porque fazem o investimento sem estar ajustado à sua realidade, nem ajustam os hábitos de consumo conforme a produção, perdendo assim o máximo de proveito que poderiam obter do sistema. E é aí que entramos, ajudamos cada cliente a ajustar tanto o investimento certo para o momento, como a criar hábitos de consumo de forma a obter o melhor rendimento.

A transição energética está a acelerar, mas nem sempre de forma linear. Onde sente que Portugal está a avançar bem e onde ainda está claramente atrasado?

Neste momento, Portugal está num bom ritmo na transição energética. Somos um dos líderes mundiais de produção de energia de fonte renovável, o que nos traz outros problemas que advêm da evolução, onde destaco a necessidade do aumento da capacidade de armazenamento e o melhoramento e modernização da rede elétrica, sem investimento nestas áreas corremos o risco de desacelerar por incapacidade de suporte físico. Por isso, temos soluções com baterias, que depois de analisarmos o perfil de consumo, recomendamos a capacidade de produção e armazenamento indicados.

Quando pensa no futuro do setor, o que lhe parece mais transformador nos próximos anos?

O futuro do setor passará pela integração com várias tecnologias, já não se trata apenas de colocar painéis, mas sim de modernizar e melhorar a eficiência do material e a forma como a energia é integrada na rede. Precisamos de aumentar a capacidade de criação de comunidades energéticas e de conseguir aproveitar ao máximo a área urbana disponível, para que, deste modo, nos seja possível chegar a mais pessoas.