O novo Aeroporto Luís de Camões deu mais um passo rumo à concretização com a entrega do respetivo relatório técnico ao Ministério das Infraestruturas e Habitação. Segue-se a submissão do estudo de impacte ambiental, etapa decisiva para o avanço do projeto.
A ANA – Aeroportos de Portugal entregou ao Ministério das Infraestruturas e Habitação, no passado dia 16 de julho, o relatório técnico do novo Aeroporto Luís de Camões, cumprindo o calendário previsto para esta fase do projeto. O documento reúne os estudos de conceção preliminar, incluindo o programa funcional, a capacidade operacional, a conectividade multimodal e as soluções estruturais previstas para a futura infraestrutura.

Até ao final de julho deverá ser igualmente submetida à Agência Portuguesa do Ambiente a versão final do estudo de impacte ambiental, iniciando-se depois o processo de avaliação pelas entidades competentes e a elaboração dos projetos de execução e de arquitetura. Segundo a ANA, estes passos representam uma etapa decisiva para a concretização de uma infraestrutura concebida para responder ao crescimento da procura e reforçar a conectividade aérea de Portugal nas próximas décadas. Projetado para alcançar a neutralidade carbónica líquida na operação do edifício (Net Zero), o Aeroporto Luís de Camões terá capacidade inicial para 56 milhões de passageiros por ano, podendo evoluir até aos 85 milhões. A infraestrutura incluirá duas pistas na fase inicial, um terminal com cerca de 500 mil metros quadrados, 64 portas de embarque, 72 pontes de embarque e soluções tecnológicas orientadas para aumentar a eficiência operacional e melhorar a experiência dos passageiros.
Em paralelo com o desenvolvimento do novo aeroporto, decorrem várias ações consideradas essenciais para a sua futura operação. Entre elas estão a desmilitarização faseada do Campo de Tiro de Alcochete, prevista até 2029 na área de implantação do aeroporto, a reestruturação do espaço aéreo, o planeamento das infraestruturas de apoio (energia, água, combustível e telecomunicações) e a definição das novas acessibilidades ferroviárias e rodoviárias. A estratégia prevê uma ligação ferroviária de alta velocidade que permitirá chegar ao centro de Lisboa em cerca de 20 minutos, bem como a construção de mais de 250 quilómetros de novas vias rodoviárias e a requalificação de cerca de 50 quilómetros da rede existente.

Ao mesmo tempo, a ANA | VINCI Airports mantém em curso um programa de investimentos nos aeroportos portugueses atualmente em operação. Em Lisboa estão previstas intervenções de ampliação do Terminal 1, expansão do Terminal 2, novas áreas de estacionamento de aeronaves e melhorias no controlo de fronteiras. No Porto avança a renovação integral da pista, um novo centro de controlo das operações aeroportuárias e a modernização do terminal, enquanto Faro, Açores e Madeira também integram o plano de modernização da rede nacional.




