O novo Eurobarómetro do Parlamento Europeu revela que Portugal é o Estado-Membro onde a União Europeia é mais reconhecida como um espaço de estabilidade. A confiança no projeto europeu mantém-se elevada, mas persistem preocupações com o custo de vida e a evolução da economia.
Portugal é o país da União Europeia onde os cidadãos mais associam o projeto europeu à estabilidade. Segundo o Eurobarómetro da primavera de 2026, 94% dos portugueses consideram que a UE representa um fator de estabilidade num mundo marcado pela incerteza geopolítica, o valor mais elevado entre os 27 Estados-Membros. Na média europeia, essa perceção sobe para 75%, o melhor resultado da última década.
Quarenta anos após a adesão às então Comunidades Europeias, 90% dos portugueses afirmam que o país beneficiou da integração europeia. O reforço da voz de Portugal no mundo surge como o principal ganho apontado pelos inquiridos, seguido do crescimento económico e das oportunidades de emprego.
O estudo mostra ainda que os portugueses esperam uma União Europeia mais interventiva. Nove em cada dez defendem um reforço do papel europeu na proteção dos cidadãos perante crises internacionais e riscos de segurança, enquanto 92% consideram que a União deve dispor de mais meios para responder aos desafios globais.
Apesar da confiança nas instituições europeias, as preocupações económicas continuam presentes. A inflação, o aumento dos preços e o custo de vida são identificados como a principal prioridade para o Parlamento Europeu, à frente da saúde pública e da economia. Cerca de quatro em cada dez portugueses antecipam, aliás, uma deterioração do seu nível de vida nos próximos anos.
A imagem do Parlamento Europeu permanece, ainda assim, positiva em Portugal. Cinquenta e oito por cento dos inquiridos têm uma perceção favorável da instituição e 69% defendem que esta deverá assumir um papel mais relevante na resposta aos desafios que a Europa enfrenta.




