Portugal reforçou a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em 2025, num percurso que procura reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e reforçar a segurança energética. A evolução da energia solar e eólica tem alterado o sistema elétrico nacional, onde a produção hidroelétrica continua a desempenhar um papel relevante.
Segundo a REN, a produção renovável atingiu cerca de 37 terawatts-hora em 2025, o equivalente a 68% do consumo de eletricidade em Portugal. Foi o valor mais elevado de sempre. A produção solar fotovoltaica cresceu 25% face ao ano anterior, refletindo a expansão desta tecnologia no país.
A energia solar aproveita a radiação do sol para produzir eletricidade, enquanto a eólica utiliza a força do vento. A energia hidroelétrica recorre ao movimento da água, e a biomassa permite produzir energia a partir de matéria orgânica. Estas fontes têm características diferentes e a sua contribuição depende das condições meteorológicas, dos recursos disponíveis e da capacidade instalada.
O Plano Nacional de Energia e Clima estabelece para Portugal a meta de alcançar 51% de energia renovável no consumo final bruto até 2030. Este indicador abrange não só a eletricidade, mas também a energia utilizada nos transportes, na indústria e no aquecimento, pelo que não deve ser confundido com a percentagem renovável registada no sistema elétrico.
A expansão das renováveis coloca, contudo, novos desafios. A produção solar varia ao longo do dia e a eólica depende da intensidade do vento. Para assegurar o abastecimento quando a produção diminui, Portugal precisa de reforçar as redes elétricas, desenvolver sistemas de armazenamento e melhorar a articulação entre produção e consumo. As baterias e os sistemas de bombagem hidroelétrica podem contribuir para guardar energia e disponibilizá-la posteriormente. A implantação de parques solares e eólicos exige também planeamento territorial e avaliação dos impactos sobre a paisagem, os habitats e as comunidades. A produção dos equipamentos depende de matérias-primas cuja extração tem consequências ambientais, tornando a reciclagem e a recuperação de materiais componentes importantes da transição.
Com recursos solares, eólicos e hídricos significativos, Portugal dispõe de condições para continuar a aumentar a produção renovável. O desafio passa agora por integrar essa capacidade num sistema energético capaz de garantir um abastecimento fiável, reduzir as emissões e responder às necessidades de famílias e empresas.




