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SolarTécnica distinguida nos Portuguese Business Awards 2026

Distinguida com o prémio “Best Energy Solutions Provider 2026 – Lisbon”, nos Portuguese Business Awards da EU Business News, a SolarTécnica ultrapassa as 200 instalações mensais e reforça a aposta nas empresas e na indústria. Nesta entrevista, Diogo Ferreira explica como a empresa alia crescimento, rigor técnico e acompanhamento do cliente. O CEO aborda também a autonomia energética e o lançamento, previsto para o início de novembro, de uma tecnologia com inteligência artificial para a indústria e as grandes empresas.

Em poucos anos, a energia solar deixou de ser vista apenas como uma forma de reduzir a fatura de eletricidade. Hoje fala-se também de autonomia, armazenamento e segurança energética. O que mudou na forma como os portugueses olham para a energia e para as soluções que procuram?

A energia passou a ser uma preocupação com consequências muito concretas no orçamento das famílias e na atividade das empresas. A poupança continua a ser importante, mas há uma procura crescente por previsibilidade, autonomia e proteção quando a rede falha. Para um empresário, uma interrupção pode significar produção parada, encomendas por cumprir ou perdas de mercadoria. A pergunta que nos colocam já vai além de quanto podem poupar: querem saber até que ponto conseguem controlar os seus custos e proteger a atividade. É essa mudança que orienta a SolarTécnica. Procuramos soluções adequadas aos consumos e aos objetivos de cada cliente, com uma visão de longo prazo.

A SolarTécnica tem vindo a alargar a sua oferta para lá do fotovoltaico, integrando armazenamento, backup energético, carregamento de veículos elétricos e domótica. Estamos a falar de uma evolução natural do negócio ou de uma mudança na própria forma de pensar a energia?

É uma mudança na forma de pensar a energia. A produção solar tem mais valor quando está articulada com o armazenamento e com os equipamentos que consomem essa energia. Uma bateria, uma bomba de calor ou um carregador devem fazer sentido no conjunto. Numa empresa, temos de perceber como essa combinação acompanha os horários de funcionamento e as exigências da operação. O nosso papel é integrar as tecnologias que tragam um benefício concreto, sem acrescentar equipamentos apenas porque estão disponíveis. A oferta mais abrangente resulta dessa visão: partir da necessidade do cliente e construir uma solução coerente, que possa evoluir com ele.

O apagão de abril do ano passado veio tornar muito concreta a questão do que acontece quando a rede falha. O “Kit Anti-Apagão” foi uma marca criada por vocês que ganhou protagonismo na vossa comunicação e foi seguida pelo mercado. O que é que esta experiência vos ensinou sobre aquilo que hoje os clientes valorizam quando falam de autonomia energética?

Tornou evidente que ter painéis não significa, por si só, ter energia durante um apagão. Um sistema convencional ligado à rede interrompe o funcionamento quando esta falha; é necessária uma configuração preparada para alimentar os circuitos previstos em segurança. O que os clientes valorizam é poder manter aquilo de que realmente precisam. Numa habitação, podem ser iluminação, comunicações e conservação de alimentos. Numa empresa, é necessário identificar os equipamentos e processos críticos. O nosso Kit Anti-Apagão responde a essa preocupação, com autonomia dependente da energia disponível, da configuração e dos consumos. A lição foi clara: a proteção tem de ser dimensionada e explicada antes de ser necessária.

Uma das ideias que têm vindo a reforçar é a de que não basta instalar painéis. É preciso perceber como, quando e quanto o cliente consome. Como é que esse diagnóstico influencia a solução que apresentam e o resultado que o cliente pode esperar?

Duas empresas com uma fatura semelhante podem precisar de soluções muito diferentes. Uma trabalha sobretudo durante o dia; outra concentra a atividade à noite ou tem picos de consumo associados a determinadas máquinas. Sem esse diagnóstico, podemos instalar potência que produz em horas de pouca utilização ou armazenamento sem benefício suficiente. Analisamos o perfil de consumo, as condições do local, as necessidades de autonomia e a evolução prevista da atividade. Só depois dimensionamos a solução e estimamos os resultados, com pressupostos claros. O objetivo é que o investimento responda ao funcionamento real do cliente. Na SolarTécnica, o diagnóstico vem antes da proposta.

Quando se fala de energia solar, é fácil concentrar a decisão no preço da instalação. Mas estamos perante um investimento com uma vida útil de muitos anos. Que critérios deve um cliente considerar para perceber que está a fazer uma boa escolha, para além do valor que aparece no orçamento?

Deve perceber se a solução está bem dimensionada, quais são as marcas e os modelos propostos, que garantias se aplicam e quem assume a responsabilidade pela instalação e pela assistência. Também importa avaliar a capacidade de acompanhamento do fornecedor. Num mercado com informação contraditória e propostas pouco comparáveis, muitos clientes já confiam na tecnologia; a dificuldade está em escolher um parceiro para as próximas décadas.

Um sistema pode ter um horizonte de utilização de cerca de 30 anos, com manutenção e eventual substituição de componentes. Parte da escolha deve residir na dimensão, robustez e disposição de acompanhamento ao cliente do instalador. Solução de Energia Solar, não é só instalar. É preciso acompanhar, ajudar, apoiar o cliente ao longo de décadas. Esse já é o verdadeiro diferencial entre propostas, e tornar-se-á cada vez mais evidente.

“Solução de Energia Solar, não é só instalar. É preciso acompanhar, ajudar, apoiar o cliente ao longo de décadas”

A SolarTécnica tem hoje uma presença dominante no mercado residencial e crescente junto das empresas e da indústria. O que muda quando a energia deixa de ser apenas uma despesa doméstica e passa a ser um custo operacional com impacto direto na atividade empresarial?

Muda o grau de responsabilidade do projeto. A energia influencia a margem e a competitividade, e uma falha pode comprometer a produção ou a prestação de serviços. Temos uma equipa de engenharia dedicada às grandes empresas e à indústria para responder a essa exigência. O trabalho passa por compreender os processos, os perfis de consumo, as cargas críticas e os planos de crescimento, e avaliar como integrar a solução na instalação existente.

O empresário precisa de conhecer o investimento, os pressupostos da poupança, os custos de manutenção e o efeito na operação. É com esses elementos que pode decidir. A nossa aposta é combinar eficiência com maior autonomia e proteção perante falhas locais ou gerais da rede, de acordo com as necessidades e os limites técnicos de cada projeto.

A presença na Intersolar Europe 2026 colocou a SolarTécnica em contacto com algumas das principais tendências e tecnologias do sector a nível internacional. O que encontraram em Munique que vos parece particularmente relevante para o futuro da energia em Portugal e que soluções ou aprendizagens trouxeram dessa experiência?

O mais relevante é a evolução para sistemas que integram produção, armazenamento e gestão de energia. As tendências em destaque em Munique confirmam que o valor está cada vez mais na coordenação entre os equipamentos e na capacidade de adaptar a sua utilização às necessidades do cliente. Para Portugal, essa integração é particularmente interessante nas empresas, onde os horários e as exigências operacionais variam muito.

A aprendizagem que aplicamos é avaliar cada novidade pelo benefício que pode entregar e pela capacidade de a instalar e acompanhar. É nesse sentido que prevemos lançar, no início de novembro de 2026, uma nova tecnologia integrada com inteligência artificial, dirigida à indústria e às grandes empresas. O objetivo é maximizar o aproveitamento dos sistemas fotovoltaicos e melhorar a gestão da energia dos nossos clientes.

“Prevemos lançar, no início de novembro de 2026, uma nova tecnologia integrada com inteligência artificial, dirigida à indústria e às grandes empresas”

Ao longo dos anos, e com a experiência acumulada junto de famílias e empresas, o que é que a SolarTécnica aprendeu sobre aquilo que faz realmente a diferença entre uma instalação solar e uma boa solução energética?

Aprendemos que o resultado depende de toda a cadeia: diagnóstico, escolha de equipamentos, execução e acompanhamento. A entrega deve incluir as verificações técnicas e uma explicação que permita ao cliente utilizar o sistema com confiança. O nosso modelo prevê um primeiro contacto de apoio nas 24 horas úteis seguintes à adjudicação e acompanhamento no pós-venda. Recolhemos também a avaliação do cliente sobre a instalação e o atendimento.

A escala exige organização. Ultrapassamos as 200 instalações mensais e contamos com 44 colaboradores diretos, segundo os nossos dados de outubro de 2026. Temos sede na Marinha Grande, sucursais na Figueira da Foz e em Setúbal e prestamos serviços em todo Portugal continental. Receber o prémio «Best Energy Solutions Provider 2026 – Lisbon», nos Portuguese Business Awards da EU Business News. É um reconhecimento que nos orgulha e que reforça a responsabilidade de manter a qualidade à medida que crescemos.

Se olharmos para os próximos cinco anos, como imagina a casa e a empresa portuguesas do ponto de vista energético? E qual quer que seja o lugar da SolarTécnica nessa transformação?

Imagino casas e empresas com maior capacidade de produzir, armazenar e gerir a própria energia. A inteligência artificial poderá ajudar a ajustar essa gestão às necessidades reais, mas cabe a nós tornar a tecnologia compreensível e trazer benefícios verificáveis. É provável uma tendência de migração para o mercado indexado do OMIE, mesmo no sector doméstico.

Causado pela gestão que a inteligência artificial promete trazer nas soluções energéticas. Isso diminuirá brutalmente os custos, não só pela produção e autoconsumo, mas pela gestão inteligente e o preço baixíssimo que se pagará do pouco que se consome da rede.

Pela primeira vez, nos últimos 40 anos, as comercializadoras de energia enfrentam uma verdadeira ameaça às elevadíssimas margens de lucro que provêm do preço kWh que cobram ao consumidor, múltiplas vezes superior ao custo de produção.

Nas empresas, acredito que a energia será cada vez mais uma decisão de gestão, ligada ao planeamento da produção e à continuidade da atividade. Queremos que a SolarTécnica seja o parceiro que transforma essa evolução em soluções bem dimensionadas e acompanhadas. O nosso lema, «Em cada cliente, um amigo», traduz essa intenção: construir uma relação em que o cliente saiba com quem pode contar, desde a primeira decisão e ao longo da utilização do sistema.

SOLARTECNICA.PT